Somnus
Dormido al final, mi vida prestada me viene a buscar
No sé si eres tú, no se soy o alguien más
Y en este lugar, que recorro seguro y sin vacilar
Te invito a nadar, te invito a vivir antes de despertar
Todo es tan normal
En esta vida que vivo cuando nadie está
Miradas y voces y ríos
Se funden sin paz
Regreso a un lugar el que jamás vi, pero lo entiendo igual
Me pierdo y tú te pierdes y vuelves sin jamás hablar
La noche ancestral, me rapta y cautiva sin dejarse atar
Me invita a vivir, me invita a hacer bien lo que siempre hago mal
Todo es tan normal
En esta vida que vivo cuando nadie está
Miradas y roces y ríos se funden y todo
Todo, todo es tan normal
En esta vida que sueño y transito y añoro
Miradas y ríos y voces confunden océanos
Y playas absurdas que vibran y bailan
Hasta el amanecer
Todo es tan normal
En estos sueños que sueño cuando nadie está
Miradas y voces y fríos se funden y todo
Todo, todo es tan normal
En esta vida prestada que sueño y olvido
Miradas y trinos y goces
Confunden las voces absurdas
Que gritan y bailan hasta el amanecer
No hay que despertar
Nunca despertar
No dejo de soñar
No puedo despertar
Sono
Dormindo no final, minha vida emprestada vem me buscar
Não sei se é você, não sei se sou eu ou alguém mais
E neste lugar, que percorro seguro e sem hesitar
Te convido a nadar, te convido a viver antes de acordar
Tudo é tão normal
Nesta vida que vivo quando ninguém está
Olhares e vozes e rios
Se fundem sem paz
Volto a um lugar que nunca vi, mas entendo igual
Me perco e você se perde e volta sem nunca falar
A noite ancestral, me rapta e cativa sem se deixar amarrar
Me convida a viver, me convida a fazer bem o que sempre faço mal
Tudo é tão normal
Nesta vida que vivo quando ninguém está
Olhares e toques e rios se fundem e tudo
Tudo, tudo é tão normal
Nesta vida que sonho e transito e anseio
Olhares e rios e vozes confundem oceanos
E praias absurdas que vibram e dançam
Até o amanhecer
Tudo é tão normal
Nestes sonhos que sonho quando ninguém está
Olhares e vozes e frios se fundem e tudo
Tudo, tudo é tão normal
Nesta vida emprestada que sonho e esqueço
Olhares e trinados e prazeres
Confundem as vozes absurdas
Que gritam e dançam até o amanhecer
Não há que acordar
Nunca acordar
Não paro de sonhar
Não consigo acordar