Rio Abajo
Agüita que río abajo
Entre las peñas cantando vas,
Dile a mi negra querida
Que junto al río la hei de esperar.
Agüita cordillerana,
Que cruzas valles, llegas al mar,
¡Yo quiero que tú le cuentes
Lo que por ella hube de llorar!
¡Ay sí, sí! ¡ay no, no!
Río abajo cantando voy.
¡Ay sí, sí! ¡ay no, no!
A una ingrata sin corazón.
Música.
Cuando muy de mañanita,
Mi vida, yo me pongo a cantar,
L'agüita se va diciendo
Que hay quien se muere en la soledad.
Agüita del aconcagua,
Que cruzas valles, llegas al mar,
¡Yo quiero que tú le cuentes
Lo que por ella hube de llorar!
¡Ay sí, sí! ¡ay no, no!
Río abajo cantando voy.
¡Ay sí, sí! ¡ay no, no!
A una ingrata sin corazón.
Agüita que río abajo
Entre las peñas cantando vas.
(Agüita del aconcagua,
A medianoche te hei de beber,
Porque dicen que es remedio,
Remedio santo pa' un mal querer.)
Rio Abaixo
Água que vai rio abaixo
Entre as pedras cantando vai,
Diga à minha negra querida
Que junto ao rio eu vou esperar.
Água da cordilheira,
Que cruza vales, chega ao mar,
Quero que você conte a ela
O quanto por ela eu tive que chorar!
Ai sim, sim! Ai não, não!
Rio abaixo cantando vou.
Ai sim, sim! Ai não, não!
Pra uma ingrata sem coração.
Música.
Quando bem de manhãzinha,
Meu amor, eu começo a cantar,
A água vai dizendo
Que tem quem morre na solidão.
Água do Aconcágua,
Que cruza vales, chega ao mar,
Quero que você conte a ela
O quanto por ela eu tive que chorar!
Ai sim, sim! Ai não, não!
Rio abaixo cantando vou.
Ai sim, sim! Ai não, não!
Pra uma ingrata sem coração.
Água que vai rio abaixo
Entre as pedras cantando vai.
(Água do Aconcágua,
À meia-noite eu hei de beber,
Porque dizem que é remédio,
Remédio santo pra um amor que faz sofrer.)