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Belas Artes Vidas Ruins

Asan

Bellas Artes Malas Vidas

La vida tan vacía, baldazo de agua fría
Mirando una pantalla, dejando pasar el día
Se siente que duele y no se ven las heridas
Se siente que arde y no hay hoguera encendida

Traten de escaparse, pero no hay salida
Gasten to'a su plata, rompan la alcancía
Mátense entre ustedes por un poco de vida
Cuando veo sus caras, la' miradas se desvían

Y a mí que siempre me molestó que no me miren a los ojos
Me tocó nacer en el tiempo en el que nadie tiene tiempo pa'l otro

Si soy así, yo así seguiré
El corazón me indica dónde caminan mis pies
Si se mancha mi alma, mi' barras son Procenex
Mamá me repite: Cuidado con el estrés

Ay, ¿quién lo diría? Qué linda ironía
La agonía que elegiste, Bellas Artes Malas Vidas

Belas Artes Vidas Ruins

A vida tão vazia, um balde de água fria
Olhando para uma tela, deixando o dia passar
Sente-se a dor e as feridas não são vistas
Sente-se a queimação e não há fogo aceso

Tentem escapar, mas não há saída
Gastem todo o seu dinheiro, quebrem o cofrinho
Matem-se uns aos outros por um pouco de vida
Quando vejo seus rostos, os olhares se desviam

E a mim, que sempre me incomodou que não olhem nos meus olhos
Me coube nascer no tempo em que ninguém tem tempo para o outro

Se sou assim, assim continuarei
Meu coração indica onde meus pés caminham
Se minha alma se suja, minhas barras são Procenex
Mamãe me repete: Cuidado com o estresse

Ah, quem diria? Que bela ironia
A agonia que você escolheu, Belas Artes Vidas Ruins

Composição: Asan, Valyum