Invierno
¿Qué arriesga un alma al recordar; o al esperar?
¿Qué temo en ti o tú en mí al final?
yo no veo el viento que hiela mi voz
que respira mi soledad,
que tiene tu aire y tu esquiva manera de amar.
Para este invierno está el ayer
que olvidará al atardecer,
a tu viaje en otro ser.
Cuando terminó,
cuando la nostalgia dijo adiós
yo ahogué este dolor.
QUEDAN MIS TRISTES MELODÍAS
LAS QUE TÚ NUNCA ESCUCHARÁS,
PORQUE ESTE INVIERNO TERMINASTE DE PINTAR;
NO HAY LÁGRIMAS,
CON ESE ADIÓS SOLO MURIÓ MI VOZ.
Entiendo el cambio de estación; y de tu voz;
el viento vive, es brisa de otro amor.
Tú vigila el tiempo y juega a silbar,
quien te escuche y sienta en la oscuridad
no seré yo, vida, mi invierno está en blanco al final.
Inverno
O que arrisca uma alma ao lembrar; ou ao esperar?
O que eu temo em você ou você em mim no final?
Eu não vejo o vento que congela minha voz
que respira minha solidão,
que tem seu ar e sua maneira esquiva de amar.
Para este inverno está o ontem
que esquecerá ao anoitecer,
a sua viagem em outro ser.
Quando terminou,
quando a nostalgia disse adeus
eu afoguei essa dor.
FICAM MINHAS TRISTES MELODÍAS
AQUELES QUE VOCÊ NUNCA VAI OUVIR,
POIS NESTE INVERNO VOCÊ TERMINOU DE PINTAR;
NÃO HÁ LÁGRIMAS,
COM ESSE ADEUS MINHA VOZ MORREU.
Entendo a mudança de estação; e da sua voz;
o vento vive, é brisa de outro amor.
Você vigia o tempo e brinca de assobiar,
quem te escuta e sente na escuridão
não serei eu, vida, meu inverno está em branco no final.