L'herencia
Ei! La cara al vent
Que se n'adonen que ja som el present
Ei! Que quede patent
D'un temps, d'un país que ja anem fent!
Corre lliure pel poble la fera ferotge
Mentre sonen les cançons cada nit
I en cada concert teresa rep homenatge
I ens fa recuperar l'esperit
Eh eh oh oh!
Què vos passa valencians? On està la identitat?
Eh eh oh oh!
Tu creus que jo puc oblidar aquella forma de cantar
Cantaré la nostra història a cau d'orella I somiarem fins demà
Eh eh oh oh!
Perquè vull, perquè tinc ganes de somiar!
Som la flor que naix de la llavor que vareu sembrar
Sou la llum que guia en l'obscuritat
Som les vostres veus I no ens faran callar
Perquè mai perdrem la nostra dignitat
Continuar la senda de la nostra essència I trobar
I trobar una resposta per demà
No ens podran guanyar mai, si ens donem la mà
I agafem l'herència que ens vareu deixar
Ei! Garrot, prohibició
És el que passa quan el mal ve d'almansa
Ei! No ens furtaran la il·lusió
Vareu sembrar una llavor d'esperança
Damunt de l'escenari borumballes falleres
Al país de les albades per costum
Que rode la roda pels carrers I les places
I cridarem fins que vinga la llum!
Eh eh oh oh!
Ja no canta el capellà perquè no li'n donen cap
Eh eh oh oh!
Cal dir va ser detingut per cantar en valencià
Estimem per estimar la nostra llengua
I seguirem avançant!
Eh eh oh oh!
Perquè vull, perquè tinc ganes d'estimar!
Llave les penes al meu safareig
No és que no et mire, és que no et veig
Va com va, que pitjor no anirà
Silenci I censura al canal valencià
Hui cantarem la vida d'un poble
Vida d'un poble que no vol morir
Vull donar-te les gràcies perquè vull
Perquè tu em fas sentir-me viu
Gràcies a tu que cantaves furtiu
Gràcies a tu que em donaves caliu!
Gràcies a tu que cantaves furtiu
Gràcies a tu hui sóc l'últim que riu!
L'heredité
Oi O rosto para o vento
Eles percebem que somos o presente
Oi Deixe ser patente
Por um tempo, de um país que já estamos fazendo!
A besta feroz liberta as pessoas gratuitamente
Enquanto as músicas tocam todas as noites
E em cada concerto teresa recebe homenagem
E isso nos faz reclamar o espírito
Eh eh oh oh!
O que você acha dos valencianos? Onde está a identidade?
Eh eh oh oh!
Você acha que posso esquecer essa maneira de cantar
Vou cantar nossa história aos nossos ouvidos E nós vamos sonhar até amanhã
Eh eh oh oh!
Porque eu quero, porque eu quero sonhar!
Nós somos a flor que nasce da semente que você plantará
Você é a luz que guia no escuro
Nós somos suas vozes E eles não nos farão calar a boca
Porque nunca perderemos a nossa dignidade
Continue o caminho da nossa essência.
E encontre uma resposta para o futuro
Eles nunca serão capazes de nos vencer, se apertamos a mão
E nós tomamos a herança que você nos deixará
Oi Garrot, proibição
É o que acontece quando o mal vem de almansa
Oi Não vamos roubar nosso entusiasmo
Você plantará uma semente de esperança
No topo do palco, os golpes ferozes
No país do amanhecer para o costume
Passeie a roda pelas ruas e os quadrados
E gritaremos até a luz chegar!
Eh eh oh oh!
O padre já não canta porque não lhe dão nada
Eh eh oh oh!
Deve-se dizer que ele foi preso por cantar em valenciano
Nós adoramos amar nossa linguagem
E vamos continuar avançando!
Eh eh oh oh!
Porque eu quero, porque eu quero amar!
Vire as farpas na minha roupa
Não que eu não olhe para você é que eu não vejo você
Não importa o que, não vai piorar
Silêncio e censura no canal valenciano
Hoje vamos cantar a vida de um povo
Vida de um povo que não quer morrer
Quero agradecer-lhe, porque quero
Porque você me faz sentir vivo
Graças a você que você está curioso
Graças a você que me dá calor!
Graças a você que você está curioso
Graças a você, eu sou o último a rir!