El Barrio Proveera
En el rioba en que nací
Vivo rodeado todo el tiempo de viejos momentos
Cada cuadra se hace carne
De una historia que no pienso olvidar
Cuando estaba con los pibes en la cancha
Por mil horas jugando a la bocha
Ni hablar cuando, cagados, a los 13
Fuimos juntos a debutar
Doña Marta nos decía
No estén nerviosos, pibes, que hay telita para todos a la vez
Casas tomadas, autos rotos
Todo sucio, el meadero en los monumentos
Y en el paisaje más rupestre
Con fantasmas que me gusta recordar
Como el puntero Chernóbil de ojo de vidrio
Que en el kiosco vendía falopa
Y el almacén de Don Basilio
Que en la mala me fiaba para morfar
Ya de grandes, en la esquina
Era nido de gedencia con remera de la H
Luchando por el metal
Sé que el barrio proveerá
Esta historia y muchas más
No me va a dejar tirado
(Una soga del de al lado siempre aparecerá)
Sé que el barrio proveerá
Esta historia y muchas más
No me va a dejar tirado
(Con el ano dilatado)
El sonido de afilador
La vieja que curaba empachos
El perro malo del taller
El perro malo del taller
Haciendo rancho en el fichín
Tomando frío Naranjú
Y en la pared
Sé que el barrio proveerá
Esta historia y muchas más
No me va a dejar tirado
(Una soga del de al lado siempre aparecerá)
Sé que el barrio proveerá
Esta historia y muchas más
No me va a dejar tirado
(Con el ano dilatado)
O Bairro Sempre Ajuda
No lugar onde nasci
Vivo cercado o tempo todo de velhas lembranças
Cada esquina se torna carne
De uma história que não vou esquecer
Quando estava com a galera no campo
Mil horas jogando bola
Nem se fala quando, cagados, aos 13
Fomos juntos estrear
A Dona Marta dizia pra gente
Não fiquem nervosos, moleques, que tem pra todo mundo
Casas invadidas, carros quebrados
Tudo sujo, o banheiro nos monumentos
E na paisagem mais crua
Com fantasmas que gosto de lembrar
Como o Chernobyl, o cara de olho de vidro
Que vendia droga na banca
E o armazém do Seu Basilio
Que na pior me fiava pra comer
Já crescidos, na esquina
Era ninho de vagabundagem com camiseta da H
Lutando pelo metal
Sei que o bairro sempre ajuda
Essa história e muitas mais
Não vai me deixar na mão
(Uma corda do vizinho sempre vai aparecer)
Sei que o bairro sempre ajuda
Essa história e muitas mais
Não vai me deixar na mão
(Com o ânus dilatado)
O som do afiador
A velha que curava empachos
O cachorro brabo da oficina
O cachorro brabo da oficina
Fazendo rancho no fliperama
Tomando frio Naranjú
E na parede
Sei que o bairro sempre ajuda
Essa história e muitas mais
Não vai me deixar na mão
(Uma corda do vizinho sempre vai aparecer)
Sei que o bairro sempre ajuda
Essa história e muitas mais
Não vai me deixar na mão
(Com o ânus dilatado)