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Mãos Nuas

Astarte

Naked Hands

Wondering hands, the trees!
The naked stones of grey beauty,
Gathered to kiss the ground's hunger.
Extatic hate upon man's reply.
The war against human instinct.
I summon the dirty blood of what we are covered.

Still I watch the sky
I see within a cry.
For what we fear!
For the why we leave!

Naked hands, the forgotten trees.
Stare as I paint the last eagle.
The symbol of life
The black sign of the sky.
A last leaf of a tree,
The only breath left.

Questions have been made to give no answers
On the hill I gaze the fortress
Made by Nature's hands.

It stares useless for the weak ones,
But precious for those who know the way.

Still! I watch the sky,
I see without wanting to cry.
For what we still believe,
For the reason we live

Mãos Nuas

Mãos curiosas, as árvores!
As pedras nuas de beleza cinza,
Reunidas para beijar a fome do chão.
Ódio extático na resposta do homem.
A guerra contra o instinto humano.
Eu convoco o sangue sujo do que estamos cobertos.

Ainda olho para o céu
Vejo dentro de um grito.
Pelo que tememos!
Pelo motivo de partirmos!

Mãos nuas, as árvores esquecidas.
Olham enquanto pinto a última águia.
O símbolo da vida
O sinal negro do céu.
Uma última folha de uma árvore,
O único sopro que resta.

Perguntas foram feitas para não dar respostas
Na colina, eu olho a fortaleza
Feita pelas mãos da Natureza.

Ela olha inutilmente para os fracos,
Mas é preciosa para quem conhece o caminho.

Ainda! Eu olho para o céu,
Vejo sem querer chorar.
Pelo que ainda acreditamos,
Pela razão de vivermos.

Composição: Astarte / Tristessa