Exibições da letra 6

O Glutão em Seu Êxtase

Astrikos Katoikos

No caldeirão titânico fervilha a gula delirante
Entranhas condimentadas em unção quase sacral
O glutão, sacerdote de apetite extravagante
Consagra a existência num banquete fenomenal

Entre dentições vorazes e elixires de especiaria arcana
Ele interroga o cosmo com a boca ainda em mastigação
Pois crê que na digestão reside a chave soberana
De toda metafísica e sua última revelação

Vamos comer até explodir, hahahahah
Ó gula, sua filosofia é um delírio intestinal
Promete um absoluto que evapora no paladar
Faz do homem um oráculo obeso e cerimonial
Que busca na fartura aquilo que não pode degustar
Abençoado seja cada banquete

Mas cada iguaria devorada em fruição carnal
Restitui apenas um vácuo mais amplo e mais voraz
Como se o próprio sentido, em teatro visceral
Fugisse rindo do ventre que jamais se satisfaz

Ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô

Vamos comer até explodir, hahahahah
Ó gula, sua filosofia é um delírio intestinal
Promete um absoluto que evapora no paladar
Faz do homem um oráculo obeso e cerimonial
Que busca na fartura aquilo que não pode degustar
Abençoado seja cada banquete

No caldeirão titânico fervilha a gula delirante
Entranhas condimentadas em unção quase sacral
O glutão, sacerdote de apetite extravagante
Consagra a existência num banquete fenomenal

Entre dentições vorazes e elixires de especiaria arcana
Ele interroga o cosmo com a boca ainda em mastigação
Pois crê que na digestão reside a chave soberana
De toda metafísica e sua última revelação

Vamos comer até explodir, hahahahah
Ó gula, sua filosofia é um delírio intestinal
Promete um absoluto que evapora no paladar
Faz do homem um oráculo obeso e cerimonial
Que busca na fartura aquilo que não pode degustar
Abençoado seja cada banquete

Mas cada iguaria devorada em fruição carnal
Restitui apenas um vácuo mais amplo e mais voraz
Como se o próprio sentido, em teatro visceral
Fugisse rindo do ventre que jamais se satisfaz

Ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô

Vamos comer até explodir, hahahahah
Ó gula, sua filosofia é um delírio intestinal
Promete um absoluto que evapora no paladar
Faz do homem um oráculo obeso e cerimonial
Que busca na fartura aquilo que não pode degustar
Abençoado seja cada banquete

Ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô

Vamos comer até explodir, hahahahah
Ó gula, sua filosofia é um delírio intestinal
Promete um absoluto que evapora no paladar
Faz do homem um oráculo obeso e cerimonial
Que busca na fartura aquilo que não pode degustar
Abençoado seja cada banquete

Composição: Marcelo Ribeiro Dantas. Essa informação está errada? Nos avise.

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