The City Learned to Speak
The morning broke in shattered colors
Windows drank a newborn sky
Old commandments lost their echoes
Questions learned the reason why
Books escaped their gilded prisons
Crossed the squares and filled the air
Painters traded borrowed kingdoms
For the lives already there
Brick by brick the streets remembered
Names forgotten by the great
Language left the marble banquet
Sat beside an iron gate
Strike the canvas! Wake the silence!
Give the nameless room to stand
Words are living
Words are burning
Written by a human hand
Strike the canvas! Wake the people!
Let tomorrow shape today
No one owns the sky forever
Dawn invents another way
Factories became cathedrals
Steam replaced the ancient choir
Poets gathered scraps of daylight
Fed them to a restless fire
Beauty wore no jeweled garments
Dust could shine without disguise
Every corner held a universe
Waiting for awakened eyes
Children laughed at broken statues
Workers argued under rain
Nothing sacred feared examination
Truth could flourish out of pain
History remained unfinished
Still rewritten line by line
Hands that once were left unnoticed
Now became the clearest sign
Pages cannot chain a people
Songs refuse a master's key
When imagination rises
Minds discover how to see
Strike the canvas! Wake the silence!
Raise a future yet unknown
Every heartbeat
Every dreamer
Builds a world unlike the old
Strike the canvas! Wake the people!
Leave no borrowed crown behind
Art begins where fear is broken
Freedom first appears in mind
A Cidade Aprendeu a Falar
A manhã surgiu em cores quebradas
As janelas beberam um céu recém-nascido
Os antigos mandamentos perderam seus ecos
As perguntas aprenderam o porquê
Os livros escaparam de suas prisões douradas
Cruzaram as praças e encheram o ar
Os pintores trocaram reinos emprestados
Pelas vidas que já estavam lá
Tijolo por tijolo as ruas lembraram
Nomes esquecidos pelos grandes
A linguagem deixou o banquete de mármore
Sentou-se ao lado de um portão de ferro
Bata na tela! Acorde o silêncio!
Dê ao quarto sem nome um lugar
Palavras são vivas
Palavras estão queimando
Escritas por uma mão humana
Bata na tela! Acorde o povo!
Deixe o amanhã moldar o hoje
Ninguém possui o céu para sempre
A aurora inventa outro caminho
Fábricas se tornaram catedrais
O vapor substituiu o antigo coro
Poetas reuniram pedaços de luz do dia
Alimentaram-nos a um fogo inquieto
A beleza não usava trajes de joias
A poeira podia brilhar sem disfarce
Cada canto guardava um universo
Esperando por olhos despertos
Crianças riam de estátuas quebradas
Trabalhadores discutiam sob a chuva
Nada sagrado temia a investigação
A verdade podia florescer da dor
A história permaneceu inacabada
Ainda reescrita linha por linha
Mãos que antes passaram despercebidas
Agora se tornaram o sinal mais claro
Páginas não podem acorrentar um povo
Canções se recusam à chave de um mestre
Quando a imaginação se ergue
As mentes descobrem como ver
Bata na tela! Acorde o silêncio!
Levante um futuro ainda desconhecido
Cada batida do coração
Cada sonhador
Constrói um mundo diferente do antigo
Bata na tela! Acorde o povo!
Deixe nenhuma coroa emprestada para trás
A arte começa onde o medo é quebrado
A liberdade aparece primeiro na mente