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Violino do Campo

Atahualpa Yupanqui

Violín Del Monte

Violinista de los montes
Músico del campo nuestro
Se te está yendo la vida
Entre zambas y recuerdos

El arco deshilachado
Conjuga todo los tiempos
Y llora todo los lloros
De la esperanza y el sueño

Con tu violín de tres cuerdas
En verano y en invierno
Sigues tocando y tocando
Hasta que se entra el lucero

Tu fortuna es de amistad
No sabes lo que es dinero
Los sentires que te animan
Están más allá del tiempo

Cuando llega el carnaval
Cruzas montes y potreros
Y sales buscando fiesta
Con tu silbo de señuelo

Con tu ponchito gastado
Cubres tu violín zambero
Igual que a un niño dormido
Lo cuida a tu instrumento

Violinista de los montes
Músico del campo nuestro

Y así te pasas las horas
Entre danza y zapateo
Y de vez en cuando tocas
La danza de tus recuerdos

Entonces te trae la tarde
La luz de unos ojos negros
Que prometieron volver
Y que lejos se perdieron

Violinista de los campos
Músico humilde del cerro
Como llora tu violín
Eternizado en el viento

Quien sabe si muchas veces
Tu violín no tendrá miedo
De quedar solo en el campo
Bajo la luz del recuerdo

Cuando llega el carnaval
Cruzas montes y potreros
Y sales buscando fiesta
Con tu silbo de señuelo

Con tu ponchito gastado
Cubres tu violín zambero
Igual que a un niño dormido
Lo cuida a tu instrumento

Violinista de los montes
Músico del campo nuestro

Violino do Campo

Violinista das montanhas
Músico do nosso campo
A vida tá passando
Entre zambas e lembranças

O arco desfiado
Conjuga todos os tempos
E chora todas as dores
Da esperança e do sonho

Com seu violino de três cordas
No verão e no inverno
Você continua tocando
Até que o dia amanheça

Sua fortuna é a amizade
Você não sabe o que é dinheiro
Os sentimentos que te animam
Estão além do tempo

Quando chega o carnaval
Você cruza montanhas e pastagens
E sai em busca de festa
Com seu assobio de isca

Com seu poncho surrado
Você cobre seu violino de sambista
Assim como cuida de um menino dormindo
Você protege seu instrumento

Violinista das montanhas
Músico do nosso campo

E assim você passa as horas
Entre dança e sapateado
E de vez em quando toca
A dança das suas lembranças

Então a tarde te traz
A luz de uns olhos negros
Que prometeram voltar
E que longe se perderam

Violinista dos campos
Músico humilde da serra
Como chora seu violino
Eternizado no vento

Quem sabe se muitas vezes
Seu violino não terá medo
De ficar sozinho no campo
Sob a luz da lembrança

Quando chega o carnaval
Você cruza montanhas e pastagens
E sai em busca de festa
Com seu assobio de isca

Com seu poncho surrado
Você cobre seu violino de sambista
Assim como cuida de um menino dormindo
Você protege seu instrumento

Violinista das montanhas
Músico do nosso campo