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Meu amigo Cholo

Atilio Stampone

Mi amigo Cholo

(recitado)
Mi amigo Cholo
se quede sola en la noche
de una ciudad lejana
y llegan los fantasmas
de Buenos Aires
para acompañarlo
en los recuerdos
con el tango,
con el faso
y la máquina de escribir
viene Don Emilio a la cabeza
que sin quererlo
mandaba en el barrio
simplemente por ser y por estar.

(cantado)
Hombre de ciudad
barrios del ayer
casas de jazmín
y un rosal.

Patios pura luz
juegos de niñez
primera emoción
la del gol.

Luego a callejear
lindo el veredear
asomarse al bar
y no poder.

Sueños de crecer
ganas de atorrar
no a los mandados
y rajar.

Todo llegará
ya vas a salir
desde tu Almagro
al trocen.

Cholo vos sabés
siempre hay que esperar
como en una esquina
de café.

(recitado)
Mi amigo Cholo
ve caer la nieve afuera
y habla con su dulce
María Luisa
recordando Buenos Aires
mientras los dos esperan
las voces lejanas
de las hijas
que trae el fono
Norita y Diana
y la infantil
de Federico
el hijo de los hijos.

(cantado)
Fue tu juventud
barras de amistad
y humo azul y
gris el soñar.

Cada anochecer
loco recorrer
duerme tu canción
la ciudad.

Hasta amanecer
lento el retornar
pálida la luz
para leer.

Crítica o Nación
ansias de saber
charlas de café
otra vez.

Plaza atardecer
esquina de amor
novia colegial
tan mujer.

Luego fue escribir
tinta y taller
fútbol poesía
y ellas tres.

Cholo vos sabés
hay que remontar
todo el barrilete
de una vez.

Meu amigo Cholo

(recitado)
Meu amigo Cholo
ficou sozinho na noite
em uma cidade distante
e chegam os fantasmas
de Buenos Aires
para acompanhá-lo
nas lembranças
com o tango,
com o baseado
e a máquina de escrever
vem Don Emilio à cabeça
que sem querer
mandava no bairro
simplesmente por ser e por estar.

(cantado)
Homem de cidade
bairros do passado
casas de jasmim
e um roseiral.

Pátios pura luz
brincadeiras de infância
primeira emoção
a do gol.

Depois a vagar
linda a calçada
espiar o bar
e não poder.

Sonhos de crescer
vontade de bagunçar
não aos recados
e vazar.

Tudo vai chegar
você vai sair
do seu Almagro
aos pedaços.

Cholo, você sabe
sempre é preciso esperar
como em uma esquina
de café.

(recitado)
Meu amigo Cholo
vê a neve cair lá fora
e fala com sua doce
Maria Luisa
lembrando Buenos Aires
enquanto os dois esperam
as vozes distantes
das filhas
que traz o telefone
Norita e Diana
e a infantil
de Federico
o filho dos filhos.

(cantado)
Foi sua juventude
barras de amizade
e fumaça azul e
gris o sonhar.

Cada anoitecer
loucura a vagar
dorme sua canção
a cidade.

Até amanhecer
lento o retornar
pálida a luz
para ler.

Crítica ou Nação
ânsias de saber
conversas de café
outra vez.

Praça ao entardecer
esquina de amor
namorada colegial
tão mulher.

Depois foi escrever
tinta e ateliê
futebol poesia
e elas três.

Cholo, você sabe
é preciso levantar
todo o papagaio
de uma vez.

Composição: Atilio Stampone