395px

A Mulher de Libéria

Hugues Aufray

La femme du Liberia

"Je suis une femme du Liberia" dit-elle
"Je vais te donner de l'eau dans mes mains" dit-elle
Oh, oh, oh
Et l'eau dansait comme le ciel dans ses prunelles
Belle, belle

J'étais fatigué, j'avais la gorge sèche
Mais j'ai bu dedans ses mains de l'eau douce et fraîche
Oh, oh, oh
Mais ce n'est pas de l'eau de pluie, ça, dis, ma belle
Belle, belle

Je lui ai dit "Femme du Liberia,
Où trouves-tu de l'eau si surnaturelle ?
Oh, oh, dis, où la trouves-tu, cette eau si claire
Et si belle, belle ?"

"Du haut des montagnes des neiges éternelles
Elle vient doucement jusqu'ici" me dit-elle, belle
"Oh, oh, douce, douce est l'eau de mon puits, oui"
Disait-elle, belle

"Du haut des montagnes des neiges éternelles
Le Seigneur nous l'envoie comme à tous ses fidèles"
Belle
"Oh, oh, douce, douce est l'eau de mon puits, oui"
Disait-elle, belle

"Au bord du torrent dont l'écume étincelle
Ça abreuve l'olivier comme la tourterelle
Oh, oh, douce, douce est l'eau de mon puits, oui"
Disait-elle, belle

"Mais regarde là-haut, la cascade étincelle
Et le lion vient y boire ainsi que la gazelle, belle
Oh, oh, douce, douce est l'eau de mon puits, oui"
Disait-elle, belle, belle

"Le sol est brûlant, la chaleur est mortelle
Mais je bois dans tes mains comme dans une écuelle, belle"
Oh, oh, douce, douce est l'eau de mon puits, oui
Disait-elle, belle

Je lui ai dit "Femme du Liberia
Où trouves-tu de l'eau si surnaturelle ?
Oh, oh, dis, où la trouves-tu cette eau si claire
Et si belle, belle, belle ?

Le sol est brûlant, la chaleur est mortelle
Mais je puise en tes mains comme une vie nouvelle,
Belle"

Oh, oh, douce, douce est l'eau de mon puits, oui
Disait-elle, belle, belle
de mon puits, oui
Disait-elle, belle, belle
De mon puits, oui
Disait-elle

Waaadeee Waaahahaa

A Mulher de Libéria

“Eu sou uma mulher de Libéria” disse ela
“Vou te dar água nas minhas mãos” disse ela
Oh, oh, oh
E a água dançava como o céu em suas pupilas
Linda, linda

Eu estava cansado, com a garganta seca
Mas bebi em suas mãos água doce e fresca
Oh, oh, oh
Mas não é água da chuva, diz, minha linda
Linda, linda

Eu disse a ela “Mulher de Libéria,
Onde você encontra essa água tão sobrenatural?
Oh, oh, diz, onde você a encontra, essa água tão clara
E tão linda, linda?”

“Das montanhas de neves eternas
Ela vem suavemente até aqui” me disse ela, linda
“Oh, oh, doce, doce é a água do meu poço, sim”
dizia ela, linda

“Das montanhas de neves eternas
O Senhor nos manda como a todos os seus fiéis”
Linda
“Oh, oh, doce, doce é a água do meu poço, sim”
dizia ela, linda

“À beira do riacho cuja espuma brilha
Isso mata a sede da oliveira como a rolinha
Oh, oh, doce, doce é a água do meu poço, sim”
dizia ela, linda

“Mas olha lá em cima, a cachoeira brilha
E o leão vem beber assim como a gazela, linda
Oh, oh, doce, doce é a água do meu poço, sim”
dizia ela, linda, linda

“O chão está queimando, o calor é mortal
Mas eu bebo em suas mãos como em uma tigela, linda”
Oh, oh, doce, doce é a água do meu poço, sim
dizia ela, linda

Eu disse a ela “Mulher de Libéria
Onde você encontra essa água tão sobrenatural?
Oh, oh, diz, onde você a encontra, essa água tão clara
E tão linda, linda, linda?

O chão está queimando, o calor é mortal
Mas eu bebo em suas mãos como uma vida nova,
Linda”

Oh, oh, doce, doce é a água do meu poço, sim
dizia ela, linda, linda
do meu poço, sim
dizia ela, linda, linda
do meu poço, sim
dizia ela

Waaadeee Waaahahaa

Composição: Jimmie Rodgers, Art Whiting