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A Dança do 'Quase Nada'

Hugues Aufray

La gigue des "presque-rien"

Après de longues années passées
Aux meilleures universités
Ils sortent frais comme des gardons
Costume trois-pièces, pleins d'ambition
Secrétaires toujours discrets,
Des ministres, ils font les cabinets
Ils savent garder les secrets
Mais je vais vous dire
Apprendre à sourire
Cà n'est pas suffisant,
Encore faut-il être conscient

Qu'on sait presque tout
Mais sur presque rien
Qu'on sait presque rien
Mais sur presque tout

Si l'on vous parle politique,
Là, le sujet devient critique
Les militants savent plus que faire
Y a des fausses notes dans leurs concerts
L'argent est contaminé
Le dopage, l'école, les sans-papiers,
Tout ça va de pire en pire
Et ça va sans dire
Qu'on est sans refuge
Dans ce nouveau déluge
Quand on se trouve devant le juge

Qui sait presque tout
Mais sur presque rien
Qui sait presque rien
Mais sur presque tout

Quand on me parle d'effet de serre,
De trous d'ozone et d'atmosphère
Que peut bien valoir mon avis
Dans les domaines de l'énergie ?
Que savons-nous de fission,
De fission... ou de fusion ?
Car en guise d'information
C'est la confusion.
Apprendre à juger
Ca n'est pas évident,
Même les savants sont très conscients

Qu'ils savent presque tout
Mais sur presque rien
Qu'ils savent presque rien
Mais sur presque tout.

Y a eu le temps des gardes rouges
Au Panthéon, la vie en rose,
L'euro est là, le monde bouge
Et les couleurs métamorphosent
Moi j'aime la vie au grand air
Voici venir le printemps des verts
Les idées noires me désespèrent
Car sur notre terre
Il suffit d'aimer
Et c'est bien suffisant
Puisque après tout, on est conscient

Qu'on sait presque tout
Mais sur presque rien
Que l'on ne sait rien
Mais sur presque tout

A Dança do 'Quase Nada'

Depois de longos anos passados
Nas melhores universidades
Eles saem frescos como peixes
Terno de três peças, cheios de ambição
Secretárias sempre discretas,
Dos ministros, eles fazem os gabinetes
Eles sabem guardar os segredos
Mas eu vou te dizer
Aprender a sorrir
Não é suficiente,
Ainda é preciso ter consciência

Que sabemos quase tudo
Mas sobre quase nada
Que sabemos quase nada
Mas sobre quase tudo

Se alguém te fala de política,
Aí o assunto fica crítico
Os militantes não sabem mais o que fazer
Tem notas falsas em seus concertos
O dinheiro está contaminado
O doping, a escola, os sem-papel,
Tudo isso só piora
E não é preciso dizer
Que estamos sem refúgio
Nesse novo dilúvio
Quando nos encontramos diante do juiz

Que sabe quase tudo
Mas sobre quase nada
Que sabe quase nada
Mas sobre quase tudo

Quando me falam de efeito estufa,
De buracos na camada de ozônio e atmosfera
Que valor tem minha opinião
Nos campos da energia?
O que sabemos sobre fissão,
Sobre fissão... ou fusão?
Porque em vez de informação
É só confusão.
Aprender a julgar
Não é nada fácil,
Até os cientistas estão bem conscientes

Que sabem quase tudo
Mas sobre quase nada
Que sabem quase nada
Mas sobre quase tudo.

Teve o tempo das guardas vermelhas
No Panteão, a vida em rosa,
O euro está aqui, o mundo se move
E as cores se metamorfoseiam
Eu gosto da vida ao ar livre
Aqui vem a primavera dos verdes
As ideias sombrias me desesperam
Porque na nossa terra
Basta amar
E isso é bem suficiente
Já que afinal, estamos conscientes

Que sabemos quase tudo
Mas sobre quase nada
Que não sabemos nada
Mas sobre quase tudo.

Composição: Hugues Aufray