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O Refúgio da Pureza

Augury

The Lair Of Purity

From the day my eyes first open
Voices inside started speaking
Lullabies like faded memories of an Eden in eternal spring
Where at will colors reappear, where creation blooms in rejoice
Dodging away its mourning mantle
In horizon ablaze the sun shone
On those mourning themselves, slowly given back their senses
Given courage to hold on longer and a goal to breathe for

Desert traveler in a mirage welcome
Feeling a presence, yearning for fairy hands
To steer the dormant soul back to life again
Remote heaven, like an island by all lines bypassed
At times seen drifting in the horizon to disappear

A mere glimpse was enough to reopen the wound

The awakening comes
Sorrows held within all want out at once
All day sleepwalking
Daydreaming over a memory
A star around which all thoughts revolve,
Worlds feeding on its light,
At times the dream comes to life, yet elusive remains

Stars fell from the skies, by this marvel overthrown
At last breathed life in, from mire raised
Reality comes soiling illusions
With its clouds the skies darkens

Flogged by the wind, howling heavenward
To keep away storms marching in
To halt the march of time, so winter won't come again

Then the sleepwalking resumes, while the anima sleeps
Chews its way to the core, worming within the domain of dreams
Beckoning refuge, until the worm wiggles in its sleep
In lust for this life again, this constant cycle of hopes and despairs

O Refúgio da Pureza

Desde o dia em que meus olhos se abriram
Vozes internas começaram a falar
Canções de ninar como memórias apagadas de um Éden em primavera eterna
Onde as cores reaparecem a vontade, onde a criação floresce em alegria
Desviando seu manto de luto
No horizonte em chamas, o sol brilhava
Sobre aqueles que se lamentavam, lentamente recuperando os sentidos
Dando coragem para aguentar mais e um objetivo pelo qual respirar

Viajante do deserto em uma miragem acolhedora
Sentindo uma presença, ansiando por mãos de fada
Para guiar a alma adormecida de volta à vida novamente
Céu remoto, como uma ilha por todas as linhas ignorada
Às vezes vista flutuando no horizonte para desaparecer

Um mero vislumbre foi o suficiente para reabrir a ferida

O despertar chega
As tristezas guardadas querem sair de uma vez
O dia todo sonâmbulo
Sonhando acordado sobre uma memória
Uma estrela ao redor da qual todos os pensamentos giram,
Mundos se alimentando de sua luz,
Às vezes o sonho ganha vida, mas permanece ilusório

Estrelas caíram do céu, por esse milagre derrubadas
Finalmente respirei vida, do lodo levantado
A realidade vem sujando ilusões
Com suas nuvens, os céus escurecem

Flagelado pelo vento, uivando para o céu
Para afastar as tempestades que se aproximam
Para parar a marcha do tempo, para que o inverno não venha novamente

Então o sonambulismo recomeça, enquanto a anima dorme
Mastigando seu caminho até o núcleo, se contorcendo no domínio dos sonhos
Chamando por refúgio, até que o verme se contorça em seu sono
Na ânsia por esta vida novamente, este ciclo constante de esperanças e desesperos

Composição: Patrick Loisel