
A Ti, o Meu Último Chão
Augusto Angeluz
No relógio de poeira que parou no chão
Escrevo o teu nome com a sola da mão
A casa desaba sem fazer ruído
E o tempo devora o que foi esquecido
Há um eco de passos no meu corredor
Que molda a imagem do teu próprio amor
O espelho trincou a visão de nós dois
Não deixo a sentença para o que vem depois
A noite é um manto que não vai cobrir
O abismo sagrado que me faz subir
A ti, entreguei o silêncio da pedra
A ti, a raiz que no peito se enreda
Entre a cinza e o clarão
Te entrego esta escuridão
A ti, a ti, o meu último chão
Sinto as asas de ferro que tentam pousar
Na sombra que resta do teu caminhar
O orvalho é de sal, a promessa é de vidro
Eu canto pro nada o teu som preferido
Não há mais correntes no meu cativeiro
Eu sou o que sobra no teu cemitério
O espelho trincou a visão de nós dois
Não deixo a sentença para o que vem depois
A noite é um manto que não vai cobrir
O abismo sagrado que me faz subir
A ti, entreguei o silêncio da pedra
A ti, a raiz que no peito se enreda
Entre a cinza e o clarão
Te entrego esta escuridão
A ti, a ti, o meu último chão
Se a luz que procuras não pode entrar
Eu abro esta cova para te guardar
Não é uma morte, não é o fim
É só você habitando em mim
A ti, entreguei o silêncio da pedra
A ti, a raiz que no peito se enreda
Entre a cinza e o clarão
Te entrego esta escuridão
A ti, a ti, o meu último chão
A ti
Apenas a ti



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Augusto Angeluz e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: