Söngvar Blóma
Þá er tími berr mik
Með blíðum anda
Verða ek eigi
Ryk gleymt né aska í vindi
Rót verð ek
Stöng ok lauf
Blóm í björtum garði
Líf rís ór lokum
Ást ór mold
Lík mitt hvílir
Í mjúkri jörð
Í vætu móður lífs
Vafit ok falið
Þar sem hold mitt lá
Ok andaði eitt sinn
Vaxa litir
Er tími má ei deyfa
Sólblóm rísa
Marguerítur hvítar
Ilmr jasmina
Í vindi leikr
Allt dansar
Við draum minn forna
Hold verðr mold
Andi verðr garðr
Sá er gengr þar hjá
Mun sjá þetta
Ek em enn hér
Lát dauða minn
Verða kvæði
Lát þögn mína
Verða söng
Hvert blóm er rís
Ór beinum mínum
Hvíslar hljótt
Líf var aldri
Til einskis
Canções das Flores
Então é hora de me expor
Com um espírito gentil
Não serei
Poeira esquecida nem cinzas ao vento
Raiz eu me torno
Cano e folhas
Flor em um jardim iluminado
Vida surge do fundo
Amor da terra
Meu corpo repousa
Na terra macia
Na umidade da mãe vida
Envolto e escondido
Onde minha carne repousou
E respirou uma vez
Cores crescem
Quando o tempo não pode apagar
Girassóis se erguem
Margaridas brancas
Perfume de jasmim
Brinca ao vento
Tudo dança
Com meu antigo sonho
Carne se torna terra
Espírito se torna jardim
Aquele que passa por aqui
Verá isso
Eu ainda estou aqui
Deixe minha morte
Virar poesia
Deixe meu silêncio
Virar canção
Cada flor se ergue
Das minhas entranhas
Sussurra suavemente
A vida nunca foi
Para nada