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Modo Fantasma

Aurozyz

Ghost Mode

Mi cuarto es un acuario y me estoy ahogando
El techo me mira, se está burlando
La ropa en el suelo es un mapa de mis fallos
He perdido la cuenta de todos mis desmayos

No es que esté triste, es que no siento nada
Como un televisor con la señal cortada
Intento moverme, pero peso mil toneladas
Mis ganas de vivir están todas jubiladas

Y el Sol entra por la ventana sin permiso
Recordándome que sigo vivo por un compromiso
Me miro al espejo y no reconozco el rostro
Soy el arquitecto de mi propio monstruo

Que me borren, que me borren de una vez
Que se acabe esta estúpida escasez
De sentirme vivo, de sentirme aquí
Ya no queda nada, nada de mí

Bórrame, bórrame
No quiero sentir
Bórrame, bórrame
Me cansa existir
Solo quiero ser humo, solo quiero ser aire
Donde este dolor no me encuentre nadie

Me mandas un mensaje
¿Estás bien? Me preguntas
Digo sí mientras junto mis manos difuntas
Es más fácil mentir que explicar el desierto
Que tengo aquí adentro

Estando despierto, el mundo va rápido
Y yo voy hacia atrás
Buscando una paz que no vuelve jamás

No es un grito de ayuda
Es solo una queja
De esta mente maldita que nunca me deja

Desde otro momento
Dejáme respirar
Solo quiero un segundo
En que pueda dejar de pensar

Que me borren, que me borren de una vez
Que se acabe esta estúpida escasez
De sentirme vivo, de sentirme aquí
Ya no queda nada de mí

Bórrame, bórrame
No quiero sentir
Bórrame, bórrame
Me cansa existir
Solo quiero ser humo, solo quiero ser aire
Donde este dolor no me encuentre nadie

Bórrame, bórrame
Ya no estoy aquí

Modo Fantasma

Meu quarto é um aquário e eu tô me afogando
O teto me observa, tá rindo de mim
As roupas no chão são um mapa dos meus erros
Perdi a conta de todos os meus desmaios

Não é que eu esteja triste, é que não sinto nada
Como uma TV sem sinal, cortada
Tento me mover, mas peso mil toneladas
Minha vontade de viver tá toda aposentada

E o Sol entra pela janela sem pedir licença
Me lembrando que ainda tô vivo por uma obrigação
Me olho no espelho e não reconheço o rosto
Sou o arquiteto do meu próprio monstro

Que me apaguem, que me apaguem de uma vez
Que acabe essa estúpida escassez
De me sentir vivo, de me sentir aqui
Já não sobra nada, nada de mim

Apague-me, apague-me
Não quero sentir
Apague-me, apague-me
Me cansa existir
Só quero ser fumaça, só quero ser ar
Onde essa dor não me encontre, ninguém vai achar

Você me manda uma mensagem
"Tá bem?" você pergunta
Eu digo que sim enquanto junto minhas mãos mortas
É mais fácil mentir do que explicar o deserto
Que eu tenho aqui dentro

Estando acordado, o mundo vai rápido
E eu vou pra trás
Buscando uma paz que nunca mais vai voltar

Não é um grito de ajuda
É só uma reclamação
Dessa mente maldita que nunca me deixa

De um outro momento
Deixa eu respirar
Só quero um segundo
Pra eu poder parar de pensar

Que me apaguem, que me apaguem de uma vez
Que acabe essa estúpida escassez
De me sentir vivo, de me sentir aqui
Já não sobra nada de mim

Apague-me, apague-me
Não quero sentir
Apague-me, apague-me
Me cansa existir
Só quero ser fumaça, só quero ser ar
Onde essa dor não me encontre, ninguém vai achar

Apague-me, apague-me
Já não estou aqui

Composição: Aurozyz