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Aleluia n° 5

Luis Eduardo Aute

Aleluya n° 5

Llévame contigo
A la cumbre más alta para tentarme
Con mil ciudades de oro y carne
Que pondré a tus pies

Aparta de mi tus labios
Son puñales sus palabras traidoras
Acércame todos sus besos
Que me matan dulcemente en el silencio

Condame por los siglos de los siglos
A vivir clavado a tu carne apasionada
Así podrán nuestras almas
Redimirse de la condena eterna

Flagélame si merezco penitencia
Somos la herida
Mis llagas serán los surcos
Que encauzarán tus iras

Aleluya, aleluya
Aleluya, aleluya

Ponme si es nobleza lo que obliga
La corona de espinas
La sangre que mane de mis sueños
Purificará tus pensamientos

Enjúgame el sudor y las lágrimas
Con tu mirada
Que quede eternamente en tus pupilas
Grabado el rostro de quien más te amo

Aleluya, aleluya
Aleluya, aleluya

Si no supone una cruz sobre tus hombros
Ayúdame
A soportar este ingrávido peso
Que me aferra al centro de tu gravedad

Expóliame si el deseo te lo exigue
Desnúdame ante ti
Te ofreceré mi cuerpo en sacrificio
De amor y muerte

Aleluya, aleluya
Aleluya, aleluya

Crucifícame si no te tiembla el pulso
Crucifícame
Pero hazlo con los clavos de tus ojos
Con los golpes de tu corazón

Recógeme en tu regazo cuando caiga
Te lo suplico
Junto a tu vientre consumado mi bien amada
Te encomendaré mi espíritu

Aleluya, aleluya
Aleluya, aleluya
Aleluya, aleluya
Aleluya, aleluya

Aleluia n° 5

Me leva contigo
Para o pico mais alto pra me tentar
Com mil cidades de ouro e carne
Que eu colocarei aos teus pés

Afasta de mim teus lábios
São punhais suas palavras traiçoeiras
Aproxima todos os seus beijos
Que me matam docemente no silêncio

Condena-me por séculos e séculos
A viver cravado na tua carne apaixonada
Assim nossas almas poderão
Se redimir da condenação eterna

Flagela-me se eu mereço penitência
Somos a ferida
Minhas chagas serão os sulcos
Que canalizarão suas iras

Aleluia, aleluia
Aleluia, aleluia

Coloca-me se é nobreza o que obriga
A coroa de espinhos
O sangue que escorre dos meus sonhos
Purificará teus pensamentos

Enxuga meu suor e minhas lágrimas
Com teu olhar
Que fique eternamente em tuas pupilas
Gravado o rosto de quem mais te ama

Aleluia, aleluia
Aleluia, aleluia

Se não é uma cruz sobre teus ombros
Me ajuda
A suportar esse peso ingrávido
Que me prende ao centro da tua gravidade

Despoja-me se o desejo te exige
Desnuda-me diante de ti
Te oferecerei meu corpo em sacrifício
De amor e morte

Aleluia, aleluia
Aleluia, aleluia

Crucifica-me se não te treme o pulso
Crucifica-me
Mas faça isso com os cravos dos teus olhos
Com os golpes do teu coração

Recolhe-me em teu colo quando eu cair
Te imploro
Junto ao teu ventre, consumado, minha amada
Te confiarei meu espírito

Aleluia, aleluia
Aleluia, aleluia
Aleluia, aleluia
Aleluia, aleluia

Composição: Luis Eduardo Aute