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O Ventre de Pandora

Autumn Tears

Pandora's Womb

Our mother is dying again
coldly she stares at her kin, with no empathy
she said you will remember me, all of me, and... none of me...
with each sigh of pain. I give birth to you,
now there is no time left... face fate... whitout me
sculpting every shallow grin from the madness I now keep
shame on us as we coil, and shed our skin

The paralyzed wretch now clings to me
working deep its needy fingers
burrowing, nestling within the warmth of waning, feral flesh
in hopes of sipping from the coveted chalice of cancer
all to remind us of false comfort found within the arms of fate
innocence wakes from brittle bones
and sleep draws closer with each subtle breath
pursed lips, cracked and swollen
sip sweet milk from ivory breast
nurturing the inevitable end, infant eyes peer and widen
her womb laced with decay spews forth it's putrescence
and so is born another fool... broken angels fall at our feet
skeletal apparitions with eyeless sockets
crawling and seething, weeping for mercy
we eat their bodies, savor their flesh
tasting their anguish so the misery can live on
within us, passing from one to another
the searing hatred thet now lines our skin

I can feel your gaze on me, yet you always look away
my eyes and my lips sewn shut, I forget that we are here
if this is my Hell, then I carry you with me always

O Ventre de Pandora

Nossa mãe está morrendo de novo
fria, ela encara sua família, sem empatia
ela disse que você vai se lembrar de mim, de tudo em mim, e... de nada em mim...
com cada suspiro de dor. Eu dou à luz a você,
hora não resta mais... enfrente o destino... sem mim
esculpindo cada sorriso superficial da loucura que agora guardo
vergonha de nós enquanto nos enroscamos e trocamos de pele

O miserável paralisado agora se agarra a mim
trabalhando fundo com seus dedos necessitados
cavando, aninhando-se dentro do calor da carne selvagem que se apaga
na esperança de beber do cobiçado cálice do câncer
tudo para nos lembrar do falso conforto encontrado nos braços do destino
a inocência acorda de ossos frágeis
e o sono se aproxima a cada sutil respiração
lábios comprimidos, rachados e inchados
bebe leite doce do seio de marfim
nutrindo o fim inevitável, olhos de bebê espiam e se alargam
seu ventre entrelaçado com a decadência expeliu sua putrefação
e assim nasce outro tolo... anjos quebrados caem aos nossos pés
aparições esqueléticas com órbitas vazias
rastejando e fervendo, chorando por misericórdia
nós comemos seus corpos, saboreamos sua carne
provando sua angústia para que a miséria possa viver
dentro de nós, passando de um para o outro
a raiva ardente que agora marca nossa pele

Posso sentir seu olhar em mim, mas você sempre desvia o olhar
meus olhos e meus lábios costurados, esqueço que estamos aqui
se este é meu Inferno, então eu carrego você comigo sempre

Composição: Erika Swinnich / Ted Tringo