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Kotodama

Awoi

Kotodama

さあ、ゆめのはなしをしましょう
Saa, yume no hanashi wo shimashou
それはとてもよわいめをしたひとで、どこかぼくににてる、そんなきがしたんだ
Sore wa totemo yowai me wo shita hito de, doko ka boku ni niteru, sonna ki ga shitan da
だけどちがう
Dakedo chigau
ぼくのよごれたこころが、よごれたこえが、よごれたてがふれたら
Boku no yogoreta kokoro ga, yogoreta koe ga, yogoreta te ga furetara
いつかきれいなきみがこわれてしまいそうだった
Itsuka kirei na kimi ga kowareteshimai sou datta

ああ、そしてながいよあけ、のぞみしないあさがゆめをたちぎる
Aa, soshite nagai yo a ake, nozomi-shinai asa ga yume wo tachigiru
ひにくなほどにめをさまないきみ
Hiniku na hodo ni me wo samanai kimi
こえをころし、いきをとめて、すこしずつとおのいていくきみにおいつけるまで
Koe wo koroshi, iki wo tomete, sokoshi-zutsu toonoiteiku kimi ni oitsukeru made
かなしすぎることばのこしたままで
Kanashi-sugiru kotoba nokoshita mama de

こえになったらなきだすから、つたえられなくて
Koe ni nattara naki-dasu kara, tsutaerarenakute
ゆびにふれたかけら、きみのかげ
Yubi ni fureta kakera, kimi no kage
うばわないでよ、ぼくのこえならすべてあげるから
Ubawanaide yo, boku no koe nara subete ageru kara
あふれおちたゆめ、ことだま
Afure ochita yume, kotodama

そう、ゆめのつづきをみようと、てべりあかりだけのへやでえがこう
Sou, yume no tsutzuki wo miyou to, teberi akari dake no heya de egakou
ぼくのなかのきみをはきだすように
Boku no naka no kimi wo hakidasu you ni
ねむるように
Nemuru you ni

ひとりのよる、おみだしたさいごのことばをむねにだいて
Hitori no yoru, omidashita saigo no kotoba wo mune ni daite
しんぞうまでとどけ
Shinzou made todoke
ささるこえといたみだけがゆめとつづきなら、ぼくはなにもこわくない
Sasaru koe to itami take ga yume to tsutzuki nara, boku wa nani mo kowakunai

てがみにすればさんぎょうのおもい
Tegami ni sureba san-gyou no omoi
ことばにすればさんびょうのおもい
Kotoba ni sureba san-byou no omoi
うたにすればさんぷんのおもい
Uta ni sereba san-pun no omoi
どれだけ、どれだけ
Dore-dake, dore-dake

こえになったらなきだすから、つたえられなくて
Koe ni nattara naki-dasu kara, tsutaerarenakute
ゆびにふれたかけら、きみのかげ
Yubi ni fureta kakera, kimi no kage
うばわないでよ、ぼくのこえならすべてあげるから
Ubawanaide yo, boku no koe nara subete ageru kara
あふれおちたゆめ、ことだま
Afure ochita yume, kotodama

めをとじたら、ここにいるよ
Me wo tojitara, koko ni iru yo
きこえますか?きこえますか
Kikoemasu ka? Kikoemasu ka?
めをあけたらてをのばした
Me wo aketara te wo nobashita
あてもないままで
Ate mo nai mama de
いつかとどく、いつかとどく...こえが...このこえが
Itsuka todoku, itsuka todoku... koe ga... kono koe ga

Kotodama

Saa, vamos falar sobre sonhos.
Era uma pessoa com um olhar bem fraco, que de algum jeito me lembrava, eu sentia isso.
Mas não é bem assim.
Meu coração sujo, minha voz suja, minhas mãos sujas, se tocarem,
Um dia, a linda você pode acabar se quebrando.

Ah, e então a longa noite se abre, uma manhã sem esperanças que corta os sonhos.
Você, que acorda de um jeito tão irônico.
Matando a voz, prendendo a respiração, até que eu te alcance, aos poucos.
Deixando palavras tristes para trás.

Quando a voz se torna um choro, não consigo transmitir.
Os fragmentos que tocaram com os dedos, sua sombra.
Não me roube, porque se for minha voz, eu dou tudo.
Sonhos que transbordam, kotodama.

Sim, tentando ver a continuação do sonho, vou desenhar em um quarto só com luz de vela.
Para que você saia de dentro de mim.
Como se estivesse dormindo...

Sozinho na noite, abraçando a última palavra que surgiu.
Que chegue até o coração.
Se a dor e a voz que penetram são sonhos que continuam, eu não tenho medo de nada.

Se eu escrever uma carta, são três linhas de sentimentos.
Se eu colocar em palavras, são três segundos de sentimentos.
Se eu colocar em uma canção, são três minutos de sentimentos.
Quanto, quanto...

Quando a voz se torna um choro, não consigo transmitir.
Os fragmentos que tocaram com os dedos, sua sombra.
Não me roube, porque se for minha voz, eu dou tudo.
Sonhos que transbordam, kotodama.

Quando eu fechar os olhos, estarei aqui.
Você consegue ouvir? Você consegue ouvir?
Quando eu abrir os olhos, estenderei a mão.
Sem ter a quem recorrer.
Um dia vai chegar, um dia vai chegar... essa voz... essa voz.

Composição: