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Eu sou o próprio cachimbo que uso contra mim

Aya

I am the pipe I hit myself with

Where to begin, where were we before?
I
I used to say some shit before
I used to say some: Me, more
I used to say it when I was me-less
I used to say some shit about shoes with my heels digging in
Buried deep in shit eating chagrin
I used to say some shit about a stopped clock
As the time slipped right off my hands

I've been finding my grip
Clutched at straws swallowing drip
I am the pipe I hit myself with
The hands of men guiding my fists
Judge, jury, swedgecutioner
You'll be alright if I dip
I was the hole I filled in
Sand stone under the skin
Ladybower wade in
Come gale, come blustery day
Let the wind blow out the pane
Come blow it all the fuck away
Kissed by a witch, I got hexed!
A pox on this bitch, circumflex
His accent through the ages beckons from the ledge
My palms clasped over my chest
Praying to cum correct

There's a man on the overground with a manic guffaw and I'm two carriages back
Same train, same track
I was out on the lash when the whip cracked
Lost in snares, unprepared for the thumb tic tac
We flag down the taxi to the next gaff
I'll never let myself forget
They had me out on a witch hunt when I found myself

Eu sou o próprio cachimbo que uso contra mim

Onde começar, onde estávamos antes?
Eu
Eu costumava falar umas coisas antes
Eu costumava dizer: Eu, mais
Eu costumava dizer isso quando eu estava sem mim
Eu costumava falar umas coisas sobre sapatos, com meus saltos fincados
Enterrados fundo num arrependimento amargo engolindo merda
Eu costumava falar umas coisas sobre um relógio parado
Enquanto o tempo escorria direto das minhas mãos

Eu venho recuperando meu firme
Me agarrando ao que dá, engolindo o que pinga
Eu sou o próprio cachimbo que uso contra mim
As mãos dos homens guiando meus punhos
Juiz, júri, executora
Você vai ficar bem se eu me mandar
Eu era o buraco que eu mesma preenchia
Arenito sob a pele
Ladybower, entro na água
Venha vendaval, venha dia tempestuoso
Deixa o vento estourar a vidraça
Vem e sopra essa porra toda pra longe
Beijada por uma bruxa, fui enfeitiçada!
Uma praga nessa vadia, circunflexo
O sotaque dele através dos tempos chama da beira
Minhas palmas cruzadas sobre o peito
Rezando pra gozar direito

Tem um homem no trem de superfície com uma gargalhada maníaca e eu estou dois vagões atrás
Mesmo trem, mesmo trilho
Eu estava na farra quando o chicote estalou
Perdida nas armadilhas, despreparada pro tic tac sob o polegar
A gente para um táxi pro próximo apê
Eu nunca vou me deixar esquecer
Eles me colocaram numa caça às bruxas quando eu me encontrei

Composição: Aya