SI LAS CALLES NOS HABLARAN
Con las manos entrelazadas nos miramos
Con las lágrimas saltadas, sabiendo que
La suerte estaba echada
Porque esto no es como empieza
Es como acaba
Y tengo la certeza
De que ya no queda nada
He perdido la cabeza
Así que deja que me vaya
Que me eleve y me deshaga
Desahogue cada tara
Para levantar la grada
Para levantar la grava
Allá, deja de llorar
¿Por qué no te lo grabas?
Lo tatúas y te lo clavas
Si no paras de llorar
Al menos escribe una balada
Para el indigente y la dama
Para la gente que se siente identificada
Y vuelve de repente
Cuando menos lo esperaba
Si las personas supieran
Si las calles nos hablaran
Nos dijimos adiós
Sin llegar a decir nada
Con una mirada
Una manzana envenenada
Una canción inacabada
Hasta la suerte nos esquivaba
Mi dama
Si las personas supieran
Si las calles nos hablaran
A veces sobran palabras
Como sentir sus miradas
Quise cantar esta balada
Mirándola en la ventana
Hasta que por fin, esa bala
La calle siempre está mala
La vi a veces hermosa
Son murieron por nada
Cayeron dentro de las fosas
Como sentí que no estabas
Como cambiaron las cosas
A veces me despertabas
Como buscando en tus cosas
¿Cuánto amor tengo dentro?
¿Cuánto podría entregarte
Si lo logro y me centro?
¿Cuánto podría aguantarme?
La vía siempre es difícil
La calle quiere ganarte
Nunca le pongas na fácil
Nunca me seas cobarde
Y si me caso contigo
Los dos descalzos en la playa
Con la familia y amigos
Con este traje de talla
En ese barco perdernos
Llegar más lejos que el tiempo
Sellamos en nuestro templo
Escuchando fuera ese viento
Voy a pensarlo y te digo
Estoy nervioso, lo siento
El paso ya es decisivo
No voy a fallar en este intento
Amo tu mente, tu cuerpo
Tu forma de ver el mundo
Me miro sentado en el metro
Todo cambia en un segundo
SE AS RUAS FALASSEM
Com as mãos entrelaçadas olhamos um para o outro
Com lágrimas nos olhos, sabendo que
A sorte estava lançada
Porque não é assim que começa
É assim que termina
E tenho certeza
Que não resta mais nada
Eu perdi a cabeça
Então deixe-me ir
Deixe-me subir e descer
Alivie todo fardo
Para levantar as arquibancadas
Para levantar o cascalho
Pronto, pare de chorar
Por que você não grava?
Você tatua e cola
Se você não parar de chorar
Pelo menos escreva uma balada
Para os sem-teto e para a senhora
Para pessoas que se sentem identificadas
E de repente ele volta
Quando eu menos esperava
Se as pessoas soubessem
Se as ruas pudessem falar conosco
Nós dissemos adeus
Sem dizer nada
Com um olhar
Uma maçã envenenada
Uma música inacabada
Até a sorte nos escapou
Minha senhora
Se as pessoas soubessem
Se as ruas pudessem falar conosco
Às vezes as palavras são desnecessárias
Como sentir seus olhares
Eu queria cantar essa balada
Olhando para ela na janela
Até que finalmente, aquela bala
A rua é sempre ruim
Eu a vi bonita algumas vezes
Eles morreram por nada
Eles caíram nos poços
Como eu senti que você não estava lá
Como as coisas mudaram
Às vezes você me acordou
Como procurar em suas coisas
Quanto amor eu tenho dentro de mim?
Quanto eu poderia te dar?
Se eu conseguir e focar?
Quanto tempo eu conseguiria aguentar?
O caminho é sempre difícil
A rua quer te bater
Nunca facilite para ele
Nunca seja covarde comigo
E se eu me casar com você
Os dois descalços na praia
Com a família e amigos
Com esse tamanho de terno
Nós vamos nos perder naquele barco
Alcance mais longe que o tempo
Nós selamos em nosso templo
Ouvindo aquele vento lá fora
Vou pensar sobre isso e te conto
Estou nervoso, desculpe
O passo já é decisivo
Não falharei nessa tentativa
Eu amo sua mente, seu corpo
Sua maneira de ver o mundo
Eu me olho sentado no metrô
Tudo muda em um segundo