Skabaires
De nuevo lunes, la misma ciudad
La gente pasa te pisa y se va
Vas respirando ese tóxico humo
Y yo a esta loca multitud me sumo
Nacer acá es nacer agonizando
Acostumbrarse rápido al espanto
Es resignarse al acostumbramiento
De este gran monstruo que nos va matando
Yo sólo soy una cabeza más
Caminando junto a la suciedad
Te aturde el ruido de los colectivos
Todo parece estar en el olvido
Vuelvo a mi casa, seis de la tarde
El bondi rebalsa, mi cerebro arde
Pasan los vendedores ambulantes
Y mi mareo es más fuerte que antes
Tonta rutina de universo gris
Aniquilando ganas de vivir
Es que esta urbe te va masticando
Te va a tragar cuando no sientas tanto
Aprisionados entre tus cimientos
Monotonía jungla de cemento
Condenados al aburrimiento
Acá las penas se las lleva el viento
Liniers, Versailles, Flores o San Telmo...
Skabaires
Mais uma segunda, a mesma cidade
A galera passa, te pisa e vai embora
Você vai respirando esse fedorento fumaça
E eu me junto a essa louca multidão
Nascer aqui é nascer agonizando
Se acostumando rápido com o medo
É se resignar ao conformismo
Desse grande monstro que nos mata aos poucos
Eu sou só mais uma cabeça na multidão
Caminhando junto à sujeira
O barulho dos ônibus te deixa tonto
Tudo parece estar esquecido
Volto pra casa, seis da tarde
O ônibus tá lotado, minha cabeça tá pegando fogo
Os vendedores ambulantes passam
E minha tontura é mais forte que antes
Rotina chata de um universo cinza
Destruindo a vontade de viver
É que essa cidade vai te mastigando
Te engole quando você não sente tanto
Aprisionados entre seus alicerces
Monotonia, selva de concreto
Condenados ao tédio
Aqui as tristezas vão com o vento
Liniers, Versailles, Flores ou San Telmo...