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Companheira

Aztra

Compañera

Con los brazos abiertos nos despedimos
Con brazos abiertos y enredados
En cuerdas de acero, enredados
Los brazos abiertos y los ojos quietos

No supiste callarte mi silencio
Yo no supe amarrarme a tus manos
No alcance a decirte que me esperes
Y al saber que me decías hasta pronto

Pero pude así crecerme de a poco
En lo blanco de tu luna en creciente
Siempre estuve abrazándote de adentro
Mas maduro cada vez y menos roto

Compañera nos hicimos nos hicimos uno al otro
En la dulce celda oscura de tu vientre

Nos juntamos con los brazos prolongados
Tus muñecas maniatadas con las mias
Con los lazos diminutos de las manos
Nueve meses encerrada rebeldía.

Companheira

Com os braços abertos nos despedimos
Com braços abertos e entrelaçados
Em cordas de aço, entrelaçados
Os braços abertos e os olhos parados

Você não soube calar meu silêncio
Eu não soube me prender às suas mãos
Não consegui te dizer pra me esperar
E ao saber que você me dizia até logo

Mas pude assim crescer aos poucos
No branco da sua lua crescente
Sempre estive te abraçando por dentro
Mais maduro a cada vez e menos quebrado

Companheira, nos tornamos um ao outro
Na doce cela escura do seu ventre

Nos juntamos com os braços estendidos
Seus pulsos amarrados aos meus
Com os laços pequenos das mãos
Nove meses trancada em rebeldia.