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Aduana de Palavras

Babasónicos

Aduana de Palabras

Saludos del otro lado del gran vidrio
Hay alguien que no se parece a mí
Y sin embargo en la gran ciudad
Bajo el influjo de lámparas mata insectos
Somos iguales somos panteras negras al acecho
Que están a punto de comerse

Un puñado de papel con palabras
Todas esas palabras que no puedo ni quiero escribir
Me desesperan
Todas esas palabras que de pudor no saben
Hablan por mí

Mírame de lejos y veras como tu Dios colapsa dentro mío
Bajo este cielo de papel mache
Entre el humo de sahumerios y pachuli
Estas a un paso de que todo te resbale
Y yo a punto de decir lo que no soy

Un puñado de papel con palabras
Todas esas palabras que no puedo ni quiero escribir
Me desesperan
Todas esas palabras que de pudor no saben
Hablan por mí

Habiendo soltado las riendas de mi carrosa de cuero

Mi congoja jadea mi sentido enloquece
Mis fauces resueltas reclaman tu aliento

Un puñado de papel con palabras
Todas esas palabras que no puedo ni quiero escribir
Me desesperan
Todas esas palabras que de pudor no saben
Hablan por mí

Todas esas palabras que no puedo ni quiero escribir
Me desesperan
Todas esas palabras que de pudor no saben (Todas esas palabras)
Hablan por mí

Aduana de Palavras

Saudações do outro lado do grande vidro
Tem alguém que não se parece comigo
E, no entanto, na grande cidade
Sob a influência de lâmpadas mata insetos
Somos iguais, somos panteras negras à espreita
Que estão prestes a se devorar

Um punhado de papel com palavras
Todas essas palavras que não consigo nem quero escrever
Me desesperam
Todas essas palavras que, por pudor, não sabem
Falam por mim

Olhe de longe e verá como seu Deus colapsa dentro de mim
Sob este céu de papel machê
Entre a fumaça de incensos e patchouli
Você está a um passo de deixar tudo escorregar
E eu prestes a dizer o que não sou

Um punhado de papel com palavras
Todas essas palavras que não consigo nem quero escrever
Me desesperam
Todas essas palavras que, por pudor, não sabem
Falam por mim

Tendo soltado as rédeas da minha carruagem de couro

Minha angústia ofega, meu sentido enlouquece
Minhas mandíbulas resolutas reclamam seu hálito

Um punhado de papel com palavras
Todas essas palavras que não consigo nem quero escrever
Me desesperam
Todas essas palavras que, por pudor, não sabem
Falam por mim

Todas essas palavras que não consigo nem quero escrever
Me desesperam
Todas essas palavras que, por pudor, não sabem (todas essas palavras)
Falam por mim

Composição: Adrian Hugo Rodriguez / Diego Leandro Rodriguez