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Tu não deves temer quando o azul deste céu se abrir
Tu não deves temer quando o verde da mata fluir
E um anjo branco toca a alma em clarim
E um anjo negro não quer saber mais de mim

Tu não deves temer quando o pó do planeta subir
Tu não deves temer quando o chão começar a ruir
E um anjo negro toca a alma em clarim
E um anjo branco não quer saber mais de mim

A lua de prata
Vira um ponto preto
Não se sobra o brilho da estrela Dalva

O sol bola de fogo
Vira um pingo d'água
Não escapa o riso é o fim da mágoa

Tu não deves temer quando a guerra parar de fluir
Tu não deves temer quando a fita da paz se partir
E um anjo branco toca a alma em clarim
E um anjo negro mostra a bandeira do fim

A gente, a gente tá só dando um toque
Não existe o centro, tá sabendo?
A dor, o amor, a terra, a guerra
O pobre, o nobre, tudo é emprestado
Tudo é, é por enquanto, não sabe?

Centro né não, muda
Não muda, Paulinho?
Tem que mudar, tem que mudar
A gente ta só dando um toque
É um toque, num sabe?

Quem se tocar, se tocou
Quem se toca, se toca, né Paulinho?
É isso aí!
Não se tocando, a gente dá um toque, né
A gente dá um toque, é um toque
É um toque, num sabe?

Composição: Chico Anysio, Arnaud Rodrigues. Essa informação está errada? Nos avise.

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