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Sabedoria Popular

Banda Cayana

Letra

    Eu vim pra exaltar
    A sabedoria popular
    Pois pularam nossa história
    Apagaram nossas glórias
    Mas não vou deixar passar não
    É o que ferve o coração
    Mas não vou deixar passar

    Era uma vez, a história do povo
    Perdido num canto do mundo que se fez
    Pelas tintas imundas das penas
    De um pombo sujo português
    Foi assim que ela foi divulgada
    Enquanto Pero Vaz caminhava
    Nossa gente era demonizada
    Catequizada e foi reduzida a nada

    Eu sei, que eles nunca descobriram
    Nada é tudo do povo, dos ancestrais
    Dos antigos que aqui caminhavam
    Respeito das ervas, dos animais
    E sua história real esculpir, numa pedra antes de dormir
    E o Sol quando nos castigava tocava tambor para chuva cair

    Eu vim pra exaltar
    A sabedoria popular
    Pois pularam nossa história
    Apagaram nossas glórias
    Mas não vou deixar passar não
    É o que ferve o coração
    Mas não vou deixar passar

    Respeite sua avó, sua mãe
    Todas as preta que te querem bem
    Elas nos ensinaram tanta coisa
    Nem pontuaram na prova do ENEM
    Vem das antiga, das correntes
    O feitor do coração de pedra
    Não é vitimismo isso é cicatriz
    Então cala essa boca racista de merda!

    Que eu sou quilombola, capoeira
    Guerreiro de zambi em busca da paz
    Pesando mais de 7 mil arrobas
    Como diria um tal de satanás
    Que diz que falhou ao ter filha mulher
    E eu me orgulho da minha coroa
    Me fez guerrilheiro, cria Paripe
    E me protegeu pra não crescer à toa

    Me mantinha só dentro de casa
    Com medo desse mundo esquisito
    E os que me chamavam de prisioneiro
    Hoje mora na Lemos de Brito
    Ficou pesado, mas é só gratidão
    Por um tempo que não volta mais
    Então deixa esse reggae entrar na sua mente
    E te conduzir ao caminho da paz

    A massa que passa que segue um padrão de ser um só
    Amassa o busu tá lotado pra alguém ficar melhor
    A massa que passa que segue um padrão de ser um só
    Amassa o busu tá lotado pra alguém

    Que sangue é esse que escorre entre as ruas, Salvador
    Dois, três, salve eu! Alguém chame um doutor pra minha dor
    Não quero destruir seu castelo
    Não quero destruir


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