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Domador de Potro

Bando Gaúcho

Letra

    Êta! matungo veiaco, bagual gavião por demais
    De um lote de aporreados, apartou o capataz
    Um mouro cabano arisco, que nem os cachorro acôa
    Grita o patrão na porteira, mandei domar esta porqueira
    Só prá selim da patrôa

    O patrão mee disse isso, e o bicho virou tinhoso
    Berrando e dando pataço, o maula escondeu o tôzo
    E eu sou um prego nos arreios, porque nasci gineteando
    Credo em cruz, virgem maria, parece que o bicho sumia
    Chão a dentro corcoveando

    Dei uma sova de laço, no tal cabano sotreta
    Deixei riscado de mango, do focinho até a paleta
    Cavalo que eu quebro o queixo, fica manso e de confiança
    Meu patrão, lhe entrego o potro, mês que vem amanso os outros
    Que é prá o serviço da estância

    Minha sina é andar no mundo, dando pau em aporreado
    Vivo de estância em estância, do aluguel do meu socado
    Faço do basto o meu trono, no lombo da matungada
    Não nasceu um redomão, que me botasse no chão
    Em dia de gineteada

    Bamo cavalo, bamo aporreado
    Só falta meu coração, que ainda não foi domado

    Composição: Fábio Duzac / Juvenal Ferreira. Essa informação está errada? Nos avise.

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