Nuit De Fievre Rouge
Rue du malheur, rôdent les vautours
Et les enfants qui pleurent attendent toujours
Un avenir plus beau, hors des noirs ghettos
Tristes comme des cimetières remplis de crasse, de misère...
Aux tréfonds de la cité, les jeunes désoeuvrés
Se fondent dans la nuit, dans un monde d'oubli
Loin des familles éclatées, des plaies et des blessures
D'l'univers sans pitié d'où provient la rupture
Centre d'accueil-prison où se perd la raison
Centre de détention; cassure et répréssion
Enfants mis en retrait, abus d'autorité
Des délinquants en fuite, semblant de liberté
Monde d'intolérance, société d'exclusion
N'inspirent plus que méfiance aux jeunes générations
Voyou de classe dissidente au nouveau mode de vie
Une rage adolescente dont résonne les cris
Mais les squatts, par la peur sont tous condamnés
Et cette nuit les fugueurs ont été dénoncés
Mais reste la violence et reste la haine
Tout gronde en cadence, symphonie urbaine
Un faux jeton et une nuit de deuil
Les salauds resteront seuls dans leurs cercueils
C'est dans un parking souterrain d'un bâtiment hideux
Qu'têtes brûlées et vauriens décid'ront d'mettre le feu
Qu'elle est rouge ce soir, qu'elle est rouge la banlieue
C'est un peu normal, on lui a mis le feu...
Qu'elle est rouge ce soir, qu'elle est rouge la banlieue
C'est en signe de désespoir qu'on lui a mis le feu...
Noite de Febre Vermelha
Rua da desgraça, os abutres rondam
E as crianças que choram ainda esperam
Um futuro mais bonito, longe dos guetos escuros
Tristes como cemitérios cheios de sujeira, de miséria...
Nas profundezas da cidade, os jovens sem rumo
Se perdem na noite, em um mundo de esquecimento
Longe das famílias despedaçadas, das feridas e cicatrizes
Do universo sem piedade de onde vem a ruptura
Centro de acolhimento-prisão onde a razão se perde
Centro de detenção; quebra e repressão
Crianças afastadas, abuso de autoridade
Delinquentes em fuga, uma liberdade de mentira
Mundo de intolerância, sociedade de exclusão
Não inspiram mais que desconfiança nas novas gerações
Marginal de classe dissidente no novo modo de vida
Uma raiva adolescente cujos gritos ecoam
Mas os ocupas, pela medo, estão todos condenados
E esta noite os fugitivos foram denunciados
Mas resta a violência e resta o ódio
Tudo ruge em cadência, sinfonia urbana
Um falso amigo e uma noite de luto
Os canalhas ficarão sozinhos em seus caixões
É em um estacionamento subterrâneo de um prédio feio
Que cabeças quentes e vagabundos decidirão pôr fogo
Quão vermelha está esta noite, quão vermelha está a periferia
É um pouco normal, a gente pôs fogo...
Quão vermelha está esta noite, quão vermelha está a periferia
É em sinal de desespero que a gente pôs fogo...