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Troika

Banlieue Rouge

Troika

Une bête sanguinaire
Au jugement arbitaire
Exécutions sommaires,
Poussière à la poussière
Corps imbibés d'essence,
Le grésil de la chair
Les yeux exorbités,
Masse humaine enflamée
Groupes révolutionnaires,
Style para-militaire
D'une époque stagnante,
De chair bien saignante
On ne peut plus parler
De fastes et gloires passées...
Sans tous ces gens tués
Au nom des libertés
Un fucké dans le ciel
Ejacule ses bombes
Sifflant à mes oreilles,
Mon village s'éffondre
Tout les morts ensevelis
En terre de Sibérie
Ont du payer le prix
Face à la tyrannie
Révisionismes flétris,
Carcasses et débris
Où sont mes compagnons,
Tant de désillusions...
L'histoire est malade
D'idéaux ternis
Et dans ma tête grondent
Colère et mépris
L'armée à débarquée
En sanglantant la grève
Les chiens sont déchaînés,
La destruction s'achève
Des corps inanimés
Tout au fond des tranchées
Gigantesque charnier,
Une terre assassinée
Si l'idée avait plu,
C'est que l'espoir est têtu
Le socialisme est mort,
Le capital endort
Libéraux gâteux,
Je ne jouerai pas le jeu
Les mains de l'Occident
Sont couvertes de sang
Pour tous mes camarades
Morts pour la liberté,
Ces guerres n'ont engendré
Qu'une mort apprivoisée...

Troika

Uma besta sanguinária
No julgamento arbitrário
Execuções sumárias,
Poeira à poeira
Corpos embebidos em gasolina,
O estalo da carne
Os olhos esbugalhados,
Massa humana em chamas
Grupos revolucionários,
Estilo para-militar
De uma época estagnada,
De carne bem sangrenta
Não se pode mais falar
De festas e glórias passadas...
Sem todas essas pessoas mortas
Em nome das liberdades
Um foda-se no céu
Ejacula suas bombas
Assobiando nos meus ouvidos,
Minha aldeia desmorona
Todos os mortos enterrados
Na terra da Sibéria
Pagaram o preço
Diante da tirania
Revisionismos apodrecidos,
Carcaças e destroços
Onde estão meus companheiros,
Tantas desilusões...
A história está doente
De ideais manchados
E na minha cabeça rugem
Raiva e desprezo
O exército desembarcou
Sangrando a greve
Os cães estão soltos,
A destruição se completa
Corpos inanimados
No fundo das trincheiras
Um gigantesco ossário,
Uma terra assassinada
Se a ideia tivesse agradado,
É porque a esperança é teimosa
O socialismo está morto,
O capital adormece
Liberais decadentes,
Eu não vou jogar o jogo
As mãos do Ocidente
Estão cobertas de sangue
Por todos os meus camaradas
Mortos pela liberdade,
Essas guerras não geraram
Mais do que uma morte domesticada...