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Às Portas do Inferno

Banlieue Rouge

Aux Portes De L'enfer

Encore un autre fou armé d'un revolver,
D'un fusil de chasse ou d'un pistolet militaire
Arme sous le bras, évidence suicidaire
Tu tiens la crosse du flingue d'un doigté inexpert

Les ennemis sont partout, la rue est leur repaire
Terrifié par ces ombres, ton estomac se serre
La panique monte en toi et te prend les vicères
Cet élan d'hystérie te ronge tel un cancer

Sens-tu l'angoisse et la peur carnassière
La violence furieuse qui t'aggripe de ses serres
Dis-moi vois-tu la mort glisser comme une vipère
T'entraîner malgré toi aux portes de l'enfer
N'entends-tu pas gronder l'hystérie meurtrière
Qui mènera tous les hommes aux portes de l'enfer

Tu regardes le métal brillant, froid et austère
De cette arme à feu dont tu es plus que fier
Tu regagnes tes forces en toisant l'adversaire
Et tu grinces des dents, tu craches, tu vocifères

Ne vois-tu pas la mort, dans ces regards amers
Briller du même éclat, que les crocs d'un cerbère
Ces hommes sont comme toi, ils iront au cimetière
L'arme que vous tenez tous, vous rendra à la terre

Et l'écran cathodique me montre encore une fois
De tristes idiots, qui ne réalisent pas...

Les ténèbres sont là, toutes drapées de noir
Là juste derrière eux, prêtes à les recevoir
Que ce soit à coups d'feu, de lame ou de barre
A la corde de piano ou au fer barbelé

Désormais on perçoit le meurtre comme un art
Et les tueurs en série s'en trouvent glorifiés
Les scènes de carnage sont chaque jour plus bouchères
L'humanité arrive aux portes de l'enfer

Às Portas do Inferno

Mais um maluco armado com um revólver,
Com uma espingarda ou uma pistola militar
Arma debaixo do braço, evidência suicida
Você segura a coronha da arma com um toque inexperiente

Os inimigos estão por toda parte, a rua é o esconderijo deles
Aterrorizado por essas sombras, seu estômago se aperta
A panique sobe em você e te toma as vísceras
Esse ímpeto de histeria te corrói como um câncer

Sente a angústia e o medo voraz
A violência furiosa que te agarra com suas garras
Me diz, você vê a morte deslizar como uma víbora
Te arrastando involuntariamente às portas do inferno
Não ouve o rugido da histeria assassina
Que levará todos os homens às portas do inferno

Você olha o metal brilhante, frio e austero
Dessa arma de fogo da qual você se orgulha mais que tudo
Você recupera suas forças encarando o adversário
E range os dentes, você cospe, você vocifera

Não vê a morte, nesses olhares amargos
Brilhar com o mesmo brilho, que os dentes de um cão do inferno
Esses homens são como você, eles irão para o cemitério
A arma que vocês seguram todos, os devolverá à terra

E a tela da TV me mostra mais uma vez
Tristes idiotas, que não percebem...

As trevas estão aqui, todas vestidas de negro
Logo atrás deles, prontas para recebê-los
Seja a tiros, com lâminas ou barras
Na corda de piano ou no arame farpado

Agora percebemos o assassinato como uma arte
E os serial killers se sentem glorificados
As cenas de carnificina são cada dia mais brutais
A humanidade chega às portas do inferno