Batalhão de Um Homem Só
Bar dos Esquecidos
A madeira estala, o grilo calou
Lá fora o bando da morte chegou
Puxo as esporas riscando o chão
Doze coiotes cercando o leão
Eles gritam meu nome, pedem para eu sair
Acham que o medo vai me fazer abrir
Olho pro ferro na palma da mão
Seis balas frias, uma oração
Não peço ajuda, não olho pro céu
Eu assino meu próprio papel
Eles trouxeram corda para me pendurar
Eu trouxe chumbo pra gente dançar
Podem vir os doze, podem vir os cem
O inferno tá cheio, mas cabe mais alguém
Não sou de recursos, não sou de ter dó
Eu sou um batalhão de um homem só
Derrubo a porta e começo a atirar
Quem tiver coragem que venha buscar
O primeiro caiu antes de perceber
O segundo rezou sem saber o que dizer
A fumaça sobe e o cheiro é de fim
A morte sorriu e piscou para mim
Não vou sair vivo, eu sei o final
Mas vou levar todos pro mesmo quintal
Acabou a conversa, acabou a espera
O sangue tá quente, eu virei a fera
Podem vir os doze, podem vir os cem
O inferno tá cheio, mas cabe mais alguém
Não sou de recursos, não sou de ter dó
Eu sou um batalhão de um homem só
Derrubo a porta e começo a atirar
Quem tiver coragem que venha buscar



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