Così Gli Dei Sarebbero
Le condizioni sono
atmosferiche comunque,
comunque meteorologiche,
e lei si è invaghita del bitume:
carbonio con idrogeno composto,
bollente ed odoroso, grasso in fusti,
colato e rimpastato, misto a scisti.
Così le salta in mente,
all'improvviso,
che esistono gli dei,
e dagli dei
proviene, per esempio, la numerosa serie dei profumi;
e lei se esistono gli dei sarebbe prediletta dal maestoso
ordigno in argentato, sovrumano
tubo di scappamento con solenni alucce
o pinne da raffreddamento.
E, cosa c'è da fare, vorrebbe lei
portare questa sera, come stola,
un raccordo anulare, un'intera fila alle poste
oppure la costiera amalfitana.
Si prende il nastro della merce scelta,
si ammorbidisce e si fa svolazzare,
si smussa e lei così lo può indossare,
vorrebbe lei per caso liquefare
un palazzo in cui l'innamorato sguazza
nel delirio, ridotto ad un cetaceo.
Si attiva un lanciafiamme,
un forno ad onde, oceanico,
un sesquipedale,
prospero per la pipa universale.
C'è da fare la spesa si fa,
da andare dal dentista ci si va,
e il trapanatore sarà un titillatore piumato.
Così come bambina, mancandole la esse,
lei diceva "Nettuno nettuno"
così gli dei sarebbero un intimo difetto di pronuncia.
C'è da fare una piazza, si fa:
si prende una balena con fontana inclusa e
traballanti cocomeri per occhi a tutti quanti,
ed alberi spioventi dalle orecchie.
E voci emerse sulla testa a delta
e i mignoli, gli eterni mignoletti,
suonati da pestanti martelletti.
Così lei, può passare di là
perché se c'è da fare
una cosa si fa.
Assim Seriam os Deuses
As condições são
atmosféricas de qualquer jeito,
de qualquer forma meteorológicas,
e ela se apaixonou pelo asfalto:
carbono com hidrogênio composto,
quente e cheiroso, gorduroso em barris,
vazado e amassado, misturado a xistos.
Assim, de repente,
ela pensa,
que existem deuses,
e dos deuses
vem, por exemplo, a vasta gama de perfumes;
e se existem deuses, ela seria a favorita do majestoso
aparelho prateado, sobre-humano
canos de escapamento com solenidades
ou aletas de resfriamento.
E, o que fazer, ela gostaria
de levar esta noite, como um xale,
um anel de conexão, uma fila inteira nos correios
ou a costa amalfitana.
Ela pega a fita da mercadoria escolhida,
se amolece e faz flutuar,
se arredonda e assim ela pode usar,
ela gostaria, por acaso, de liquefazer
um prédio onde o amado se banha
na delírio, reduzido a um cetáceo.
Um lança-chamas se ativa,
um forno de ondas, oceânico,
um sesquipedal,
próspero para a pipa universal.
Tem que fazer compras, se faz,
para ir ao dentista, se vai,
e o perfurador será um titilador emplumado.
Assim como quando criança, faltando-lhe o s,
e ela dizia "Netuno, netuno"
assim os deuses seriam um íntimo defeito de pronúncia.
Tem que fazer uma praça, se faz:
pega-se uma baleia com fonte inclusa e
melancias tremidas como olhos para todos,
e árvores pendentes das orelhas.
E vozes emergidas na cabeça em delta
e os mindinhos, os eternos mindulezinhos,
soados por martelinhos batendo.
Assim ela pode passar por ali
porque se tem que fazer
uma coisa, se faz.