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A qui n'a pas aimé

Axel Bauer

Letra

Quem Não Conheceu o Amor

A qui n'a pas aimé

Quem não conheceu o amor, não amouQui n'a pas connu l'amour, n'a pas aimé
Quem não tocou seus lábios, perfumadosQui n'a pas touché ses lèvres, embaumées
Não sentiu sobre si, seu olhar pesadoN'a pas senti sur lui, son regard lourd
Seus olhos de doença, de febre desarmadaSes yeux de maladie, de fièvre désarmée

Quem não tocou com o dedo, a ferida profundaQui n'a pas touché du doigt, la plaie profonde
A ruptura do ser amado, que tudo inundaLa déchirure de l'être aimé, que tout inonde
O ouro que se tornou, sem que a gente quisesseL'or qu'est devenu, sans qu'on l'ai voulu
O cotidiano das coisas, da banalidadeLe quotidien des choses, de la banalité

Como uma planta arrancada, da terra, do estercoComme une plante arrachée, à la terre, au fumier
Como uma mão que se soltouComme une main qu'on a lâché

Mas é sem dúvida lá em cima, na felicidadeMais c'est sans doute là-haut, dans la félicité
Que esses dois lá serão atingidos, pela cegueiraQue ces deux la seront atteints, de cécité
E reunidos sem precisar se esconderEt réunis sans devoir se cacher
Cegos para o mundo, e para sua crueldadeAveugles sur le monde, et sur sa cruauté

Como uma planta arrancada, da terra, do estercoComme une plante arrachée, à la terre, au fumier
Como uma mão que se soltouComme une main qu'on a lâché

Quem não sofreu sobre si, essa caríciaQui n'a pas subi sur lui, cette caresse
Quem não tocou com o dedo, essa grama densaQui n'a pas touché du doigt, cette herbe épaisse
Que estremece e se curva, como antesQui frissonne et se courbe, comme avant
Mas esses buracos são seus olhos, por onde passa o ventoMais ces trous sont ses yeux, par où passe le vent

Tudo isso acaba por me ser, indiferenteTout ceci fini par m'être, indifférent
Talvez desapareça, na dobra do nadaPeut-être disparaitre, dans le pli du néant
De ter estado juntos, de não ser maisD'avoir été ensemble, de n'être plus
Apenas o que nas lágrimas e na água, se diluiQue ce qui dans les larmes et dans l'eau, se dilue

Como uma planta arrancada, da terra, do estercoComme une plante arrachée, à la terre, au fumier
Que pela sua haste permanece presaQui par sa tige reste attachée
E não pode nem crescer, nem morrer, nem passarEt ne peut ni grandir, ni périr, ni passer
Simplesmente definharSimplement dépérir
Quem não conheceu o amor, não amouQui n'a pas connu l'amour, n'a pas aimé


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