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Samba-Enredo 2022 - Empretecer o Pensamento É Ouvir a Voz da Beija-Flor

G.R.E.S. Beija-Flor de Nilópolis (RJ)

LetraSignificado

    Mocambo de crioulo sou eu, sou eu
    Tenho a raça que a mordaça não calou
    Ergui o meu castelo dos pilares de Cabana
    Dinastia Beija-Flor

    Mocambo de crioulo sou eu, sou eu
    Tenho a raça que a mordaça não calou
    Ergui o meu castelo dos pilares de Cabana
    Dinastia Beija-Flor

    A nobreza da corte é de ébano
    Tem o mesmo sangue que o seu
    Ergue o punho, exige igualdade
    Traz de volta o que a História escondeu

    Foi-se o açoite e a chibata sucumbiu
    Mas você não reconhece o que o negro construiu
    Foi-se ao açoite e a chibata sucumbiu
    E o meu povo ainda chora pelas balas de fuzil

    Quem é sempre revistado é refém da acusação
    O racismo mascarado pela falsa abolição
    Por um novo nascimento, um levante, um compromisso
    Retirando o pensamento da entrada de serviço

    Versos para cruz, Conceição no altar
    Canindé, Jesus, oh, Clara!
    Nossa gente preta tem feitiço na palavra
    Do Brasil acorrentado ao Brasil que não se cala

    Versos para cruz, Conceição no altar
    Canindé, Jesus, oh, Clara!
    Nossa gente preta tem feitiço na palavra
    Sou o Brasil que não se cala

    Meu Pai Ogum, ao lado de Xangô
    A Espada e a Lei por onde a fé luziu
    Sob a tradição Nagô
    O grêmio do gueto resistiu

    Nada menos que respeito, não me venha sufocar
    Quantas dores, quantas vidas nós teremos que pagar?
    Cada corpo um orixá, cada pele um atabaque
    Arte negra em contra-ataque

    Canta, Beija-Flor, meu lugar de fala
    Chega de aceitar o argumento
    Sem senhor e nem senzala vive um povo soberano
    De sangue azul, nilopolitano

    Mocambo de crioulo sou eu, sou eu
    Tenho a raça que a mordaça não calou
    Ergui o meu castelo dos pilares de Cabana
    Dinastia Beija-Flor

    Mocambo de crioulo sou eu, sou eu
    Tenho a raça que a mordaça não calou
    Ergui o meu castelo dos pilares de Cabana
    Dinastia Beija-Flor

    A nobreza da corte é de ébano
    Tem o mesmo sangue que o seu
    Ergue o punho, exige igualdade
    Traz de volta o que a História escondeu

    Foi-se o açoite e a chibata sucumbiu
    Mas você não reconhece o que o negro construiu
    Foi-se ao açoite e a chibata sucumbiu
    E o meu povo ainda chora pelas balas de fuzil

    Quem é sempre revistado é refém da acusação
    O racismo mascarado pela falsa abolição
    Por um novo nascimento, um levante, um compromisso
    Retirando o pensamento da entrada de serviço

    Versos para cruz, Conceição no altar
    Canindé, Jesus, oh, Clara!
    Nossa gente preta tem feitiço na palavra
    Do Brasil acorrentado ao Brasil que não se cala

    Versos para cruz, Conceição no altar
    Canindé, Jesus, oh, Clara!
    Nossa gente preta tem feitiço na palavra
    Sou o Brasil que não se cala

    Meu Pai Ogum, ao lado de Xangô
    A Espada e a Lei por onde a fé luziu
    Sob a tradição Nagô
    O grêmio do gueto resistiu

    Nada menos que respeito, não me venha sufocar
    Quantas dores, quantas vidas nós teremos que pagar?
    Cada corpo um orixá, cada pele um atabaque
    Arte negra em contra-ataque

    Canta, Beija-Flor, meu lugar de fala
    Chega de aceitar o argumento
    Sem senhor e nem senzala vive um povo soberano
    De sangue azul, nilopolitano

    Mocambo de crioulo sou eu, sou eu
    Tenho a raça que a mordaça não calou
    Ergui o meu castelo dos pilares de Cabana
    Dinastia Beija-Flor

    Mocambo de crioulo sou eu, sou eu
    Tenho a raça que a mordaça não calou
    Ergui o meu castelo dos pilares de Cabana
    Dinastia Beija-Flor

    Oh, oh, oh, oh
    (Alô, Brasil! Alô, mundo!)
    (O carnaval voltou!)

    Composição: J. Velloso, Manolo, Diego Rosa, Julio Assis, Leo do Piso, Beto Nega. Essa informação está errada? Nos avise.
    Enviada por Tales. Legendado por Clara. Revisões por 3 pessoas. Viu algum erro? Envie uma revisão.

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