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Na Roça

Bénabar

A La Campagne

A la campagne
Y a toujours un truc à faire
Aller aux champignons
Couper du bois, prendre l'air
A la campagne
On se fout des horaires
Comme les maisons du même nom
C'est secondaire

A la campagne
Y a toujours un truc à voir
Des sangliers, des hérissons
Des vieux sur des tracteurs
A la campagne
Y a des lieux pleins d'Histoire
Des châteaux tout cassés
Et des arbres centenaires

A la campagne
Quand on est citadin
A la campagne
On demande aux paysans
Le temps qu'il fera demain

A la campagne
On veut de l'authentique
Du feu de cheminée
Et du produit régional
A la campagne
Il nous faut du rustique
Un meuble qui n'est pas en bois
Ça nous ruine le moral

A la campagne
On dit qu'on voudrait rester
Quitter Paris, le bruit,
Le stress et la pollution
A la campagne
C'est la fête aux clichés
La qualité de vie
Et le rythme des saisons

A la campagne
On se prête des pulls
Quand on se traîne sur la terrasse
A la campagne
Y a des jeux de société
Auxquels il manque des pièces

A la campagne
La nuit on ferme des volets
Y a des bruits dans la maison
Et dehors dans la forêt
A la campagne
Dans mon lit, plutôt que rêver,
Je préfère pas fermer l'œil et flipper

A la campagne
En principe on se lève tôt
Pas moi, je dors encore
Pour des raisons que vous savez

A la montagne,
Y a des chalets, des chamois
Mais c'est pas l'objet
De cette chanson...
J' voulais juste voir si vous suiviez

A la campagne
Quand arrive le dimanche soir
A la campagne
Pour éviter les bouchons
On va p't-êt' pas rentrer trop tard

A la campagne
J'ai envie d'être campagnard
D'avoir une grosse moustache
Et un gilet en velours
A la campagne
J'ai envie de parler terroir
"J' m'en vas cercler l' calanchet
Pour pas qu'il vente
Dans les labours"

Ça me donne envie
D'être robuste et taiseux
Le patriarche bourru
D'une série de l'été de France2
L'histoire d'une famille
Qui lutte pour son domaine
Mais j'ai jamais le temps
Parce que j' reste que le week-end

A la campagne
Entends-tu au loin le cri
De la grivette cendrée?
A la campagne
S'il neige à la Noël,
Je rentrerai les bistouquets dans l'étable.

Na Roça

Na roça
Sempre tem algo pra fazer
Ir colher cogumelos
Cortar lenha, respirar ar puro
Na roça
A gente não se importa com horários
Como as casas do mesmo nome
Isso é secundário

Na roça
Sempre tem algo pra ver
Javalis, ouriços
Velhos em tratores
Na roça
Tem lugares cheios de História
Castelos todos quebrados
E árvores centenárias

Na roça
Quando a gente é da cidade
Na roça
Perguntamos pros camponeses
Como vai ser o tempo amanhã

Na roça
A gente quer o autêntico
Fogo na lareira
E produtos regionais
Na roça
Precisamos do rústico
Um móvel que não seja de madeira
Isso acaba com nosso moral

Na roça
Dizem que queríamos ficar
Deixar Paris, o barulho,
O estresse e a poluição
Na roça
É a festa dos clichês
A qualidade de vida
E o ritmo das estações

Na roça
A gente empresta suéteres
Quando fica de bobeira na varanda
Na roça
Tem jogos de tabuleiro
Que faltam peças

Na roça
À noite a gente fecha as janelas
Tem barulhos na casa
E lá fora na floresta
Na roça
Na minha cama, em vez de sonhar,
Prefiro não fechar o olho e ficar nervoso

Na roça
Em princípio a gente acorda cedo
Não eu, ainda tô dormindo
Por razões que vocês sabem

Na montanha,
Tem chalés, íbex
Mas isso não é o tema
Dessa canção...
Só queria ver se vocês estavam prestando atenção

Na roça
Quando chega o domingo à noite
Na roça
Pra evitar os engarrafamentos
A gente talvez não volte muito tarde

Na roça
Eu quero ser um caipira
Ter um bigodão
E um colete de veludo
Na roça
Quero falar do campo
"Vou cercar a plantação
Pra não ventar
Nos cultivos"

Isso me dá vontade
De ser robusto e calado
O patriarca rabugento
De uma série de verão da France2
A história de uma família
Que luta por sua terra
Mas nunca tenho tempo
Porque só fico no fim de semana

Na roça
Você ouve ao longe o grito
Da grivette cinza?
Na roça
Se nevar no Natal,
Vou colocar os bichinhos no estábulo.

Composição: Bénabar