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Amor de Prosa e Mate

Berenice Azambuja

Letra

    Nosso amor de prosa e mate que ninguém sequer suspeita
    Que nunca viveu no catre o milagre da colheita
    Vive momentos escassos que transbordam de emoção
    Toda vez que eu te alcanço a cuia do chimarrão

    Teus olhos verdes, tão verdes da cor da erva do mate
    Buscam meus olhos com sede de matear paixão no catre
    Então na roda de mate todos tencando tamanho
    A gente vive e ainda parte os dois pedaços de um sonho

    Por um instante eterno eu vivo o fim desta espera
    Nas minhas mãos de inverno tuas mãos de primavera
    E assim mateando desejos tu cevas vem que eu deponho
    Em cada mate um beijo, em cada beijo é um sonho
    Mas percebo o que me dizes num olhar que adivinho
    Que ainda seremos felizes mateando a dois no ranchinho


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