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Oceanos Mentais

Beret

Océanos Mentales

No tengo lagunas mentales, tengo océanos
Eso explica la inmensidad del mar de dudas en mi cráneo
O de querer subirme a este barco de velas
Sin tener apenas fuego a mi destino soplando

Tengo miedo escénico a mi propia vida
Al escenario lo llamo oportunidad
Ponerme vida a mis capacidades cognitivas
Es limitarse sin saber apenas escalar

Hecho de menos y cuantos te hecho de más
El propio rey le debe su nombre al pueblo
La necesidad de tu infinitud como se sacia
Si no lo sabes ven a conocerlo
Hacerse el loco hace feliz al cuerdo

No tengo memoria, guardo así recuerdos
Mis neuronas conectaron como cuerdas de una soga
Que mientras más aprietas más me muero
Falta oxígeno en mi tabla periódica
De fumar por el barrio en los recuerdos
Mis ideas viajan como mil moléculas de vapor de agua en el espacio externo

Todos escuchan cuando escuchan lo que deben
Por eso valoro tanto el silencio
El ruido solo es ruido porque quieres
Aceptar hasta lo malo es el comienzo, se ha vuelto tópico criticar el trópico
La clara avisar y pocos hechos, antes se luchaba como partido el izquierdo
Ahora nos rendimos por derecho

La tempestad de la gravedad, y la novedad de la vida
Es tan drómeda y una escaliad, aunque sea una estrella caída
Libre más allá de tus rápidas despedidas
Lanzo ráfagas de vida cargadas de verdades y rimas
Heridas quitaespinas de mentiras, imagina mi claridad de la vida
Como el oro a minas, aquí las ovejas se esquilan
Y no se alquilan las emociones porque tenemos otra perspectiva

La criminal y su rutina es la creadora de un borracho
Intentando olvidar la base de tequilla
Un puesto emocional que hay que sudar para subir
Es más sencillas si te guardas esperanza en la mochila
El grito desde el sótano más sucio, sin estímulos
Rompiendo cada tímpano con témpano de mi dolor
No vi el color del vínculo de mi interior, siempre el dolor

Son cínicos tus pétalos, arráncatelos
Viví con el pánico de no haber cambios rápidos
Son típicos los drásticos, pero son más seguros los que van despacio
El tiempo se colapsa fuera del espacio
Creando antimateria que es el material que construye sus labios

Si no pierdes, ¿cómo vas a aprender ganar y si te mientes?
¿Cómo vas a decir la verdad?
Y si defiendes las pieles de quienes quieren
¿Cómo vienes sin tener en el corazón una estabilidad?
Capacidad de adaptación humana en el nivel 1
Arrasar con los recursos y pretender un futuro
Me recuerdas al chaval que va de comprendido y solo se siente realizado cuando se enciende uno

Aquí vivimos lo que hacemos
No sentimos ni el más mínimo temor por echar de más o de menos
Nosotros crecimos con océanos mentales
Y por suerte y por desgracia sé que nos lo merecemos

Oceanos Mentais

Não tenho buracos na cabeça, tenho oceanos
Isso explica a imensidão do mar de dúvidas na minha mente
Ou de querer embarcar nesse barco de velas
Sem ter quase fogo soprando pro meu destino

Tenho medo de palco na minha própria vida
Chamo o palco de oportunidade
Dar vida às minhas capacidades cognitivas
É se limitar sem saber escalar

Sinto falta e quantos eu sinto a mais
O próprio rei deve seu nome ao povo
A necessidade da sua infinitude como se sacia
Se não sabe, vem conhecer
Fingir que não sabe faz o são feliz

Não tenho memória, guardo assim lembranças
Minhas neurônias se conectaram como cordas de uma corda
Que quanto mais aperta, mais eu morro
Falta oxigênio na minha tabela periódica
De fumar pelo bairro nas lembranças
Minhas ideias viajam como mil moléculas de vapor d'água no espaço externo

Todo mundo escuta quando ouve o que deve
Por isso valorizo tanto o silêncio
O barulho só é barulho porque você quer
Aceitar até o ruim é o começo, virou clichê criticar o trópico
A clara avisa e poucos fatos, antes se lutava como partido da esquerda
Agora nos rendemos por direito

A tempestade da gravidade, e a novidade da vida
É tão drómeda e uma escalada, mesmo que seja uma estrela caída
Livre além das suas rápidas despedidas
Lanço rajadas de vida carregadas de verdades e rimas
Feridas que tiram espinhos de mentiras, imagina minha clareza da vida
Como o ouro nas minas, aqui as ovelhas são tosquiadas
E não se alugam emoções porque temos outra perspectiva

A criminosa e sua rotina é a criadora de um bêbado
Tentando esquecer a base de tequila
Um posto emocional que precisa ser suado pra subir
É mais simples se você guarda esperança na mochila
O grito do porão mais sujo, sem estímulos
Rompe cada tímpano com o tempo do meu dor
Não vi a cor do vínculo do meu interior, sempre a dor

São cínicos seus pétalos, arranque-os
Vivi com o pânico de não haver mudanças rápidas
São típicos os drásticos, mas são mais seguros os que vão devagar
O tempo colapsa fora do espaço
Criando antimatéria que é o material que constrói seus lábios

Se você não perde, como vai aprender a ganhar e se mente?
Como vai dizer a verdade?
E se defende as peles de quem quer
Como vem sem ter no coração uma estabilidade?
Capacidade de adaptação humana no nível 1
Destruir os recursos e pretender um futuro
Me lembra o garoto que se acha entendido e só se sente realizado quando acende um

Aqui vivemos o que fazemos
Não sentimos nem o menor medo de dar a mais ou a menos
Nós crescemos com oceanos mentais
E por sorte e por azar sei que merecemos isso.

Composição: Francisco Javier Alvarez Beret / Markos