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Sempre o Mesmo

Bersuit Vergarabat

Siempre el mismo

Deje todas las cartas sobre la mesa,
ninguna idea en la cabeza,
y una cruz en cada estación.
Flores en cada uno de los aniversarios,
polvo deje en cada mandatario,
y mi paciencia en cada confesión.
Cambie mil veces la piel de mi existencia,
día tras día mi débil creencia
hasta ocultarme de mi desnudez.
Y fui portador de un alma odiosa,
deje en el aire mi infancia rota
entre acordes de rock and roll.

No me debo a la proeza de los machistas,
ni a la limpieza de los fachistas,
ni a los consejos de seguridad.
Ni me entrego a los empresarios del cielo
que con sus dietas desgarran miedos,
siembran desdichas para alimentarse.

Felizmente no pago solo con dinero,
también pago con lo que mas quiero,
con mi tiempo y con mi libertad.
También pago con el espacio de mi mente aturdida,
con mi cuerpo que es comida podrida
con mis oídos que son brutalidad.
También pago con mi sangre
que es sólo basura probando pastillas que a nadie cura,
soy tu cobayo medicinal.

También pago por todas las recetas de amor
y como creyente arrodillado
voy hasta el altar a pedir perdón.
No me debo a los fans del primer "mundu",
ni a los decretos de los "diputos",
que tiranizan desde el mas allá.
Mucho menos a los cobardes moralistas,
que ven un culo y se aterrorizan,
orgulloso de la infertilidad

Hey, porque tengo que ser siempre el mismo pelotudo que paga?
La concha de tu madre, la puta que te parió.
A ver porque tengo que ser siempre el mismo pelotudo que paga?
La concha de tu madre, la puta que te parió.

No me debo a la proeza de los machistas....
A ver por qué tengo que ser siempre el mismo pelotudo que paga...?

Sempre o Mesmo

Deixei todas as cartas na mesa,
nenhuma ideia na cabeça,
e uma cruz em cada estação.
Flores em cada um dos aniversários,
pó deixei em cada mandatário,
e minha paciência em cada confissão.
Mudei mil vezes a pele da minha existência,
dia após dia minha fraca crença
até me esconder da minha nudez.
E fui portador de uma alma odiosa,
deixei no ar minha infância quebrada
entre acordes de rock and roll.

Não me devo à proeza dos machistas,
nem à limpeza dos fascistas,
nem aos conselhos de segurança.
Nem me entrego aos empresários do céu
que com suas dietas rasgam medos,
semear desgraças para se alimentar.

Felizmente não pago só com dinheiro,
também pago com o que mais quero,
com meu tempo e com minha liberdade.
Também pago com o espaço da minha mente aturdida,
com meu corpo que é comida podre
com meus ouvidos que são brutalidade.
Também pago com meu sangue
que é só lixo provando pílulas que a ninguém cura,
sou seu cobaia medicinal.

Também pago por todas as receitas de amor
e como crente de joelhos
vou até o altar pedir perdão.
Não me devo aos fãs do primeiro "mundu",
nem aos decretos dos "diputos",
que tiranizam do além.
Muito menos aos covardes moralistas,
que veem uma bunda e se apavoram,
orgulhoso da infertilidade.

Hey, por que tenho que ser sempre o mesmo idiota que paga?
A porra da sua mãe, a puta que te pariu.
Vamos ver por que tenho que ser sempre o mesmo idiota que paga?
A porra da sua mãe, a puta que te pariu.

Não me devo à proeza dos machistas....
Vamos ver por que tenho que ser sempre o mesmo idiota que paga...?

Composição: Gustavo Cordera, René Céspedes