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Não Me Paranoiqueen

Bersuit Vergarabat

No Me Paranoiqueen

Tuve una conversación con un paranoico
Y me paranoiqueo (siii)
Si no te molesta te voy a pedir un autógrafo me dijo,
Y algo me molesto,
Tengo una hija que si se entera que estoy con vos se muere,
No se lo digas entonces, no quiero que me hagas cargo de algo así,
Bueno loco que mala onda, no te pongas así, así como? como como? que que?
Es que te acercas de esa manera, me miras de esa manera,
Y ni se ni siquiera que me preguntaste, pero igual te ensartaste
Con ese aura muy tenebrosa, que me dio que se yo una cosa,
No se ganas de recagarte a trompadas, de accionar un botón
Y hacerme desaparecer
Solo porque me preguntaste si me molestaba,
Claro no hay nada en el mundo que me moleste mas, que me pregunten, si me molesta,

Me molesta muchísimo la palabra molesta (molesta!)
Y que si una conversación empieza con: te molesto? (claro!)
Como no me va a molestar, me molesta muchísimo,
Es que si lo primero que haces para seducirme es irritarme,
Imagínate cuando nos conozcamos, traduzcamos esto,
Sos una gran psicópata invasiva, que si le doy confianza me va a dejar la cabeza...
Llena de histeria, llena de miedos, llena de fisura, llena de tormentos
Llena de molestias, llena de silencios, incomodidades, malos recuerdos.

En fin, recuerdo de mierda,
Siempre con un paranoico tenés un montón de recuerdos de mierda,
Siempre con un paranoico tenés un montón de recuerdos de mierda, y culpa (culpa!)
La culpa, una especie de hilo dental, no se ve y se siente, no se rompe con nada
Y te puede cortar en mil pedacitos, aunque seas grandote, grandote y gordito,
Y ahí te pegas otras vidas, te sentís chiquitito, y temblas por el frío,
Aunque este calentito, y me dejas con el infierno de ir a la calle,
No podes... todo es tomar? (todo es tomar?) y esto como sigue?

(Si la guerra esta entre los que cogen y los que no cogen,
Los que cogen quieren cogerse a los que no cogen,
Y los que no cogen se enojan por que lo que cogen se los quieren coger,
Y la vida no puede ser de esa manera, cogen o no cogen o menos cocogemos,
Pero terminemos con este problema de tener esa paranoia de que me vienes a matar, que me vienes a robar, que me vienes a secuestrar,
Si me quieres coger cogeme de una vez, cogeme de una vez pero no me robes)

Quiero un peso, no quiero eso, prefiero dejar la vida por una causa buena, no importa la dejo, ay pero no me persigas por algo así, no me sigan por algo así.
Que me viene a buscar, que se me quieren burlar, que no me dejan hablar, que me quieren descartar, que todo va a salir mal, para que me miras? me voy a tropezar, ahí vienen por atrás, siento la persecuta que sienten los travestís
(soy poco paranoico lo siento...) que estoy paranoico no quiere decir que no me estén siguiendo, no? jeje.

Não Me Paranoiqueen

Tive uma conversa com um paranoico
E ele me deixou paranoico (siii)
Se não te incomoda, vou te pedir um autógrafo, ele disse,
E algo me incomodou,
Tenho uma filha que, se souber que estou com você, vai pirar,
Então não conta pra ela, não quero que você me faça responsável por isso,
Pô, cara, que vibe ruim, não fica assim, assim como? como assim? que que?
É que você se aproxima desse jeito, me olha desse jeito,
E nem sei o que você me perguntou, mas mesmo assim você se ferrou
Com essa aura bem sombria, que me deu sei lá, uma coisa,
Não sei, vontade de te dar uma surra, de apertar um botão
E me fazer desaparecer
Só porque você me perguntou se me incomodava,
Claro, não tem nada no mundo que me incomode mais do que me perguntarem se me incomoda,

Me incomoda pra caramba a palavra incomoda (incomoda!)
E se uma conversa começa com: te incomodo? (claro!)
Como não vai me incomodar? Me incomoda pra caramba,
É que se a primeira coisa que você faz pra me seduzir é me irritar,
Imagina quando a gente se conhecer, traduzamos isso,
Você é uma grande psicopata invasiva, que se eu te der confiança vai deixar minha cabeça...
Cheia de histeria, cheia de medos, cheia de fissuras, cheia de tormentos
Cheia de incômodos, cheia de silêncios, desconfortos, más lembranças.

Enfim, lembranças de merda,
Sempre com um paranoico você tem um monte de lembranças de merda,
Sempre com um paranoico você tem um monte de lembranças de merda, e culpa (culpa!)
A culpa, uma espécie de fio dental, não se vê e se sente, não se rompe com nada
E pode te cortar em mil pedacinhos, mesmo que você seja grandão, grandão e gordinho,
E aí você se pega em outras vidas, se sente pequenininho, e treme de frio,
Mesmo que esteja quentinho, e me deixa com o inferno de ir pra rua,
Não dá pra... tudo é beber? (tudo é beber?) e como isso continua?

(Se a guerra é entre os que transam e os que não transam,
Os que transam querem transar com os que não transam,
E os que não transam ficam bravos porque os que transam querem transar com eles,
E a vida não pode ser assim, transa ou não transa ou menos transamos,
Mas vamos acabar com esse problema de ter essa paranoia de que você vem me matar, que vem me roubar, que vem me sequestrar,
Se você quer me pegar, me pega de uma vez, me pega de uma vez, mas não me rouba)

Quero um real, não quero isso, prefiro deixar a vida por uma causa boa, não importa, eu deixo, ai, mas não me persegue por algo assim, não me sigam por algo assim.
Que vem me buscar, que quer me zoar, que não me deixa falar, que quer me descartar, que tudo vai dar errado, pra que você me olha? vou tropeçar, aí vêm por trás, sinto a perseguição que sentem os travestis
(sou pouco paranoico, desculpa...) estar paranoico não quer dizer que não estão me seguindo, né? hehe.

Composição: Gustavo Cordera, René Céspedes, Daniel Suarez