Danza de Los Muertos Pobres
Prócer el que mata, santo el que no goza,
macho el que no siente, marica el que llora,
discreto el que no se ríe, decente el que no baila,
y es bueno el que obedece;
obedecí y me fuí a la cama.
Y soñé que a un cementerio yo fui a bailar
Y cabecié una mina del nicho cuatro,
ella bailaba en Ferrasco Velero,
y me llevó al programa "Venga a bailar con el Ronald"
Y una danza, venganza de los pobres
que hechizó a los fiambres que murieron sin pan,
movían locamente sus caderas, ¡corten! ¡corten!,
no los dejen mover...
La cola pa'ca balanceando,
La cola pa'ya,que se mueve.
La cola pa'ca balanceando,
La cola pa'ya.
Así es más fácil, me vienen ganas de empezar a amarme,
quiero dejar este cuerpo que está muerto de nacionalidad.
El alma se muere en el sarcófago de la elegancia.
No queremos ser muertos, obscenos, no,
las autoridades no nos vayan a sancionar,
pero la pelvis se mueve, se mueve
se mueve, se mueve en forma indecente
con esta danza nos van a torturar.
Las ligas de moral modificadas
comenzaron nuevamente a sugerir morales,
allanaron bóvedas para picanearnos
y la picana no podía picar, por que mueve...
La cola pa'ca balanceando,
La cola pa'ya,que se mueve.
La cola pa'ca balanceando,
La cola pa'ya.
Prócer el que mata, santo el que no goza,
macho el que no siente, marica el que llora,
discreto el que no se rie, decente el que no baila,
y es bueno el que obedece, y subversivo el que no se la banca.
Dança dos Mortos Pobres
Prócer é quem mata, santo é quem não goza,
macho é quem não sente, viado é quem chora,
discreto é quem não ri, decente é quem não dança,
e é bom quem obedece;
obedeci e fui pra cama.
E sonhei que a um cemitério eu fui dançar
E encostei numa mina do nicho quatro,
ela dançava no Ferrasco Velero,
e me levou pro programa "Vem dançar com o Ronald"
E uma dança, vingança dos pobres
que encantou os mortos que morreram sem pão,
moviam loucamente seus quadris, corta! corta!,
não deixem eles se mexer...
A bunda pra cá balançando,
a bunda pra lá, que se mexe.
a bunda pra cá balançando,
a bunda pra lá.
Assim é mais fácil, me dá vontade de começar a me amar,
quero deixar esse corpo que tá morto de nacionalidade.
A alma morre no sarcófago da elegância.
Não queremos ser mortos, obscenos, não,
as autoridades não vão nos sancionar,
mas a pelve se mexe, se mexe
se mexe, se mexe de forma indecente
com essa dança vão nos torturar.
As ligas de moral modificadas
começaram de novo a sugerir morais,
invadiram as criptas pra nos picar
e a picana não podia picar, porque se mexe...
A bunda pra cá balançando,
a bunda pra lá, que se mexe.
a bunda pra cá balançando,
a bunda pra lá.
Prócer é quem mata, santo é quem não goza,
macho é quem não sente, viado é quem chora,
discreto é quem não ri, decente é quem não dança,
e é bom quem obedece, e subversivo é quem não aguenta.
Composição: Carlos Bianco / Carlos Martin / Gustavo Cordero / René Céspedes