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E Não Está Sozinho...

Bersuit Vergarabat

Y No Está Solo...

El es de una especie irreverente,
Que detesta la solidaridad.
Le gusta estremecerse en esa ciencia,
De darse todo, en contra de los demás.
Carga un gesto promedio,
Entre rudo y cordial,
Simula ser hombre de mundo,
Para humillar de local.
Se hamaca, esquiva el centro,
Pendula por la extremidad,
Y, en cuanto se queda quieto,
Se empieza a incomodar.
Cualquier indicio de brillo
Él cree que es superstición,
Con tal de no conectarse
Esquiva cualquier emoción.
Y no está solo, no está solo,
No está solito.
Buscando una ropa, una capa,
Una armadura celestial,
O algo que lo recubra,
Lo distinga de los demás.
Siempre y cuando lo esconda
De la mirada fatal:
¡no vaya a ser cosa que sepan
Que te puede llegar a engañar!
Camina entre cardos y espinas,
En hielo, o hirviente carbón
Y duerme en cama de clavos,
Disfruta de cualquier dolor.
Piquetes de ojo,
Rencores de toda la sociedad;
Sospecha que todo conspira
En contra de su vanidad.
Y no está solo, no está solo,
No está solito.
Tiene muchos... tiene muchos amiguitos.
Trata de mimetizarse
Con gente de otro color,
Se acerca a hormigas obreras
Para probar su cañón.
Cuando se arrima a ellos,
Humilde, como para ayudar,
Los mira como desde lejos,
Como si fueran de otro lugar.
De que vale su intransigencia,
De que le vale pelear
Contra las injusticias del mundo,
Contra toda la inseguridad.
De qué le valen sus armas,
La sugestión de su voz,
Si todos sabemos que esconden
Un pobre y débil corazón.
Y no está solo, no está solo,
No está solito.
Tiene muchos... tiene muchos soldaditos.
Por eso detesta el arte,
Delata otra realidad;
El caos, el dolor inmundo,
Que trae ilegalidad.
El corazón en la mano,
O la lengua en la piel,
O una conciencia transparente,
Que lo haga quererse querer.
Si al fin pudiera enjuiciarlo,
Lo haría con severidad,
Que se cargue encima, para siempre,
Como yo, su pena capital.
Pero, un día, un viejo sabio
Lo vio escondido en mi sombra
Y, aunque no tiene perdón,
Si lo mato a él, me muero yo
Si lo mato a él, me muero yo
Si lo mato a él, me muero yo
Y no estoy solo, no estoy solo,
No estoy solito.
Tengo muchos... tengo muchos amiguitos

E Não Está Sozinho...

Ele é de uma espécie irreverente,
Que detesta a solidariedade.
Gosta de se estremecer nessa ciência,
De se dar todo, em detrimento dos outros.
Carrega um gesto mediano,
Entre rude e cordial,
Simula ser um homem do mundo,
Para humilhar quem é local.
Se balança, desvia do centro,
Pende pela extremidade,
E, assim que fica parado,
Começa a se incomodar.
Qualquer sinal de brilho
Ele acha que é superstição,
Para não se conectar
Desvia de qualquer emoção.
E não está sozinho, não está sozinho,
Não está solitário.
Procurando uma roupa, uma capa,
Uma armadura celestial,
Ou algo que o cubra,
O distinga dos demais.
Desde que o esconda
Do olhar fatal:
Não vá que descubram
Que ele pode te enganar!
Caminha entre cardos e espinhos,
No gelo, ou carvão fervente
E dorme em cama de pregos,
Desfruta de qualquer dor.
Picadas nos olhos,
Rancores de toda a sociedade;
Desconfia que tudo conspira
Contra sua vaidade.
E não está sozinho, não está sozinho,
Não está solitário.
Tem muitos... tem muitos amiguinhos.
Tenta se camuflar
Com gente de outra cor,
Se aproxima de formigas operárias
Para testar seu canhão.
Quando se aproxima deles,
Humilde, como para ajudar,
Os observa de longe,
Como se fossem de outro lugar.
De que vale sua intransigência,
De que adianta brigar
Contra as injustiças do mundo,
Contra toda a insegurança.
De que valem suas armas,
A sugestão de sua voz,
Se todos sabemos que escondem
Um pobre e frágil coração.
E não está sozinho, não está sozinho,
Não está solitário.
Tem muitos... tem muitos soldadinhos.
Por isso detesta a arte,
Delata outra realidade;
O caos, a dor imunda,
Que traz ilegalidade.
O coração na mão,
Ou a língua na pele,
Ou uma consciência transparente,
Que o faça querer se amar.
Se ao menos pudesse julgá-lo,
Faria com severidade,
Que carregue para sempre,
Como eu, sua pena capital.
Mas, um dia, um velho sábio
O viu escondido na minha sombra
E, embora não tenha perdão,
Se eu matar ele, eu morro eu
Se eu matar ele, eu morro eu
Se eu matar ele, eu morro eu
E não estou sozinho, não estou sozinho,
Não estou solitário.
Tenho muitos... tenho muitos amiguinhos.

Composição: Claudio Cordera