Victima
No quiero ser un incendiario servil panfletario
Ni ser la figurita de los proletarios
Llevo en el abecedario la letra e
E de esperanza, esa que nunca se cansa
Y no sabe de tranzas, no clama venganza
Solo saltan por las panzas los ruidos del hambre
Y no quiero ver sangre
Solo cantarle a esta grieta de hoy
Que da calambre
De nuestro lado está la plaza, la fe, el amor
El canto de las casas bajas y aquella ilusión
De poder recuperar sin perder el buen humor
Derechos arrancados a quien bien se los ganó
Trabajador, ese creador, ese luchador
Que a la esquina de mi barrio dignifica hoy
Está esa decisión por festejar hoy
La soberanía de los pueblos de las tierras de acá al fondo
Está mi libertad y tu libertad
Que se apaga cuando la del otro está por empezar
Si entre hermanos se pelean solo hay disolución
Espacios regalados al gran depredador
De este lado la empatía el día a día tu voz
El otro que es parte mía lo sabemos vos y yo
Que soy un animal gregario que no opera en solitario
Que pudo ser egoísta y ahora es solidario
Es la educación y su condición
Tesoro tan preciado que es de todos y pa’ todos
Como la salud que hasta el ataúd
Debe ser atendida desde norte a sud
Más cuando el alud, imparable alud
Si entre hermanos se pelean solo hay disolución
Espacios regalados al gran depredador
Porque la bestia solo embiste y no tiene piedad
No dejemos que maneje nuestra identidad
Que es nuestra pachamama
Nuestra riqueza real
Si esto sigue así el odio vencerá
No le demos más de comer al chancho
Víctimas, víctimas, de lo que está por venir
No seamos víctimas, víctimas de lo que está por venir
No dejemos que nos vuelvan a vender sus espejismos
Que solo nos traerá un trampolín al abismo
No dejemos que se alimenten de nuestra desunión
Porque así no hallaremos una solución
No vamos a permitir otra vez tanto atropello
Y que este país pierda nuevamente sus destellos
No dejemos que terminen con nuestra ilusión
Y la cambien por angustia, muerte y desesperación
Vítimas
Não quero ser um incendiário servil panfletário
Nem ser a figurinha dos proletários
Carrego no alfabeto a letra e
E de esperança, essa que nunca se cansa
E não sabe de trapaças, não clama vingança
Só saltam pelas barrigas os ruídos da fome
E não quero ver sangue
Só cantar pra essa ferida de hoje
Que dá choque
Do nosso lado tá a praça, a fé, o amor
O canto das casas baixas e aquela ilusão
De poder recuperar sem perder o bom humor
Direitos arrancados de quem bem se esforçou
Trabalhador, esse criador, esse lutador
Que na esquina do meu bairro dignifica hoje
Tem essa decisão pra festejar hoje
A soberania dos povos das terras daqui pra longe
Tá minha liberdade e sua liberdade
Que se apaga quando a do outro tá pra começar
Se entre irmãos se pegam só há dissolução
Espaços entregues ao grande predador
Desse lado a empatia, o dia a dia, sua voz
O outro que é parte minha, sabemos você e eu
Que sou um animal gregário que não opera sozinho
Que pôde ser egoísta e agora é solidário
É a educação e sua condição
Tesouro tão precioso que é de todos e pra todos
Como a saúde que até o caixão
Deve ser cuidada de norte a sul
Mais quando a avalanche, avalanche imparável
Se entre irmãos se pegam só há dissolução
Espaços entregues ao grande predador
Porque a besta só ataca e não tem piedade
Não deixemos que controle nossa identidade
Que é nossa pachamama
Nossa riqueza real
Se isso continuar assim, o ódio vencerá
Não vamos dar mais comida pro porco
Vítimas, vítimas, do que está por vir
Não sejamos vítimas, vítimas do que está por vir
Não deixemos que nos vendam de novo seus espejismos
Que só nos trará um trampolim pro abismo
Não deixemos que se alimentem da nossa desunião
Porque assim não encontraremos uma solução
Não vamos permitir de novo tanto atropelo
E que esse país perca novamente seus brilhos
Não deixemos que acabem com nossa ilusão
E a troquem por angústia, morte e desespero