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O Desconhecido Pessoalmente

Bertrand Belin

L'inconnu en personne

Je n'ai pas connu en personne
Les inconnus en question
Ni après, ni avant
Ni d'Eve, ni d'ailleurs d'Adam

Mais j'entends leurs pas
Dans le désert
J'entends leurs pas
Dans la prairie

En ville
Sur une place
Dans l'allée des cimetières
Dans l'allée des grandes surfaces

A l'appel du printemps
Je les entends
Se faire des promesses
De hauteur, de souplesse, d'argent

Je les entends faire
Des prières
Souvent pour eux-mêmes
Parfois pour leurs congénères

Je n'ai pas connu en personne
Les inconnus en question
Ni après, ni avant
Ni d'Eve, ni d'ailleurs d'Adam

Il y en a un
Au bord d'une île
Il y en a une
Dans un cul de sac

Un autre, accroupi dans la flaque
Le doigt dans une anémone
Le rire qui carillonne
La face qui rayonne

Une autre au bout
De ses efforts
Emportée dans la mort
L'amour, le carbone

Je n'ai pas connu en personne
Les inconnus en question
Ni après, ni avant
Ni d'Eve, ni d'ailleurs d'Adam

Il y en a une
Au Quatre-vents, qui regarde l'horizon
Il y en a deux
Sans solution

Parmi les renoncements
A l'âge de fer, ils frissonnent
A l'ère du pétrole
Lassés des belles paroles, ils frissonnent

Je n'ai pas connu en personne
Les inconnus en question
Ni après, ni avant
Ni d'Eve, ni d'ailleurs d'Adam

O Desconhecido Pessoalmente

Eu não conheci pessoalmente
Os desconhecidos em questão
Nem depois, nem antes
Nem de Eva, nem de Adão

Mas eu ouço seus passos
No deserto
Eu ouço seus passos
Na pradaria

Na cidade
Em uma praça
Na alameda dos cemitérios
Na área dos grandes mercados

Ao chamado da primavera
Eu os ouço
Fazendo promessas
De altura, de flexibilidade, de grana

Eu os ouço fazendo
Orações
Frequentemente para eles mesmos
Às vezes para seus semelhantes

Eu não conheci pessoalmente
Os desconhecidos em questão
Nem depois, nem antes
Nem de Eva, nem de Adão

Tem um
À beira de uma ilha
Tem uma
Em um beco sem saída

Outro, agachado na poça
Com o dedo em uma anêmona
O riso que tilinta
O rosto que brilha

Outra no fim
De seus esforços
Levado pela morte
O amor, o carbono

Eu não conheci pessoalmente
Os desconhecidos em questão
Nem depois, nem antes
Nem de Eva, nem de Adão

Tem uma
No Quatro-ventos, que olha o horizonte
Tem duas
Sem solução

Entre os renunciantes
Na idade do ferro, eles tremem
Na era do petróleo
Cansados de belas palavras, eles tremem

Eu não conheci pessoalmente
Os desconhecidos em questão
Nem depois, nem antes
Nem de Eva, nem de Adão