
Carinho de Vó
Beto Vilar
Passa o tempo
Quanto mais passa mais eu torno a me lembrar
Da casa grande lá na beirada do rio
Dá vida boa que nunca mais vai voltar
Quanta saudade
Do olhar alerta da titia e do meu tio
Cheiro de pão no forno
Naquele quintal sombrio
Que vó Maria preparava pro lanchar
Casa de paredes grossas
Portas altas de bandeira
Com janelas de postigo
Mais de vinte ali brincando
Entre primos e amigos
Todos protegidos pelo coração de vó
Casa de paredes grossas
Portas altas de bandeira
Com janelas de postigo
Mais de vinte ali brincando
Entre primos e amigos
Todos protegidos pelo coração de vó
Fogão de lenha
Essa era a senha pro tempero do feijão
Uma mulher pequena
Mas um grande coração
Tão bem acolhia a quem quisesse chegar
Varal de arame que exibia
A poesia na brancura do lençol
Nadar no rio quando amanhecia o dia
Pra primaiada não tinha nada melhor
Carinho de vó
O olhar alerta do meu tio e da titia
Naquela casa tinha o que a gente queria
Saudade aperta
E garganta dá um nó
Carinho de vó
O olhar alerta do meu tio e da titia
Naquela casa tinha o que a gente queria
Saudade aperta
E garganta dá um nó



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