Incomprehensible
Incomprehensible
Let me be
Incomprehensible
Let me be
Highway 17, cotton candy rain
Driving with my lover, we missed our plane
So we added on the hours to see the lupine flowers
Way out past the border, we blew through Thunder Bay
The pine trees are narrow, a billion broken arrows
The ravens and the crows, robins and the sparrows
All across Ontario, just static on the stereo
And swimming in the lake, Old Woman Bay
Traveling with some stuff I left when I was a kid
Mr. Bear and the wooden box I hid
Full of broken gadgets that don't mean nothing now
The only thing I'll keep are the letters and the photographs
In two days it's my birthday and I'll be 33
But that doesn't really matter next to eternity
And I like a double number, and I like an odd one too
And everything I see from now on will be something new
I'm afraid of getting older, that's what I learned to say
'Cause society has given me the words to think that way
The message spins and spirals: Don't get saggy, don't get grey
But the soft and lovely silvers are now falling on my shoulder
My mother and my grandma, my great-grandmother too
They wrinkle like the river, sweeten like the dew
And as silver as the rainbow scales that shimmer purple blue
How can beauty that is living be anything but true?
So let gravity be my sculptor, let the wind do my hair
Let me dance in front of people without a care
Let me be naked alone with nobody there
Or with mismatched socks and shoes and stuff stuffed in my underwear
Incomprehensible
Let me be
Incomprehensible
Let me be
Incompreensível
Incompreensível
Deixa eu ser
Incompreensível
Deixa eu ser
Rodovia 17, chuva de algodão doce
Dirigindo com meu amor, perdemos nosso voo
Então adicionamos horas pra ver as flores-lupinas
Lá longe, além da fronteira, passamos por Thunder Bay
As árvores de pinho são estreitas, um bilhão de flechas quebradas
Os corvos e as gralhas, os tordos e os pardais
Por todo Ontário, só estática no rádio
E nadando no lago, Baía da Velha Mulher
Viajando com algumas coisas que deixei quando era criança
Sr. Urso e a caixa de madeira que escondi
Cheia de gadgets quebrados que não significam nada agora
A única coisa que vou guardar são as cartas e as fotografias
Em dois dias é meu aniversário e vou fazer 33
Mas isso não importa muito perto da eternidade
E eu gosto de um número par, e também gosto de um ímpar
E tudo que eu vejo a partir de agora será algo novo
Tenho medo de envelhecer, isso é o que aprendi a dizer
Porque a sociedade me deu as palavras pra pensar assim
A mensagem gira e espirala: Não fique flácido, não fique grisalho
Mas os suaves e adoráveis prateados estão agora caindo no meu ombro
Minha mãe e minha avó, minha bisavó também
Elas enrugam como o rio, adoçam como o orvalho
E tão prateadas quanto as escamas do arco-íris que brilham roxo e azul
Como pode a beleza que é viva ser qualquer coisa que não seja verdadeira?
Então deixe a gravidade ser meu escultor, deixe o vento fazer meu cabelo
Deixa eu dançar na frente das pessoas sem me importar
Deixa eu ficar pelada sozinha sem ninguém por perto
Ou com meias e sapatos diferentes e coisas enfiadas na minha roupa íntima
Incompreensível
Deixa eu ser
Incompreensível
Deixa eu ser