Nightdriving
Night driving. faced my wheel.
Both of my legs replaced by steel.
Lights in my eyes. rear-view rosary.
Woke up this morning with your blood all over me.
My finger drew a deep red line.
Shout. living without dead time.
Scared, yes. that would be a fair guess.
A new york city that couldn't care less.
Nights in paris i just about died.
Behind doors that locked only on the outside.
Wandering hope attacked by worries.
Bended. attended to by furies.
Communion swallowed, my head hung.
Taste of paper on my tongue.
'i see nothing', the driver said,
'i can't tell if i'm alive or dead'.
I'm a runaway...
Ten to two and the highway's divided.
Don't look back - my way's decided.
Milk's been spilt, the wall's been built.
Bones like glass and painted-over guilt.
Unanswered questions i fed on in prison.
Opposite fears in head-on collision.
I am the passenger - passionate, ill-at-ease.
Silver teeth and psychic abilities.
Roots and wires. evens and odds.
Degrees of perfection. demons and gods.
The loneliest hunter, fists in his pockets.
Waits and distances, pistons and rockets.
No going back. black afternoons and red nights.
Lost in thought and caught in the headlights.
Into the unknown, i better arrive.
I can't tell if i'm dead or alive.
I'm a runaway...
Dirigindo à Noite
Dirigindo à noite. encarei meu volante.
Minhas duas pernas substituídas por metal.
Luzes nos meus olhos. rosário no retrovisor.
Acordei esta manhã com seu sangue em mim.
Meu dedo desenhou uma linha vermelha profunda.
Grite. vivendo sem tempo morto.
Assustado, sim. seria um palpite justo.
Uma cidade de Nova York que não tá nem aí.
Noites em Paris quase me mataram.
Atrás de portas que trancavam só por fora.
Esperança vagando atacada por preocupações.
Curvado. atendido por fúrias.
Comunhão engolida, minha cabeça pendia.
Sabor de papel na minha língua.
'Eu não vejo nada', disse o motorista,
'Não consigo dizer se estou vivo ou morto'.
Sou um fugitivo...
Dez para duas e a estrada tá dividida.
Não olhe pra trás - meu caminho tá decidido.
Leite derramado, a parede foi construída.
Ossos como vidro e culpa pintada.
Perguntas sem resposta que eu engoli na prisão.
Medos opostos em colisão frontal.
Eu sou o passageiro - apaixonado, inquieto.
Dentes prateados e habilidades psíquicas.
Raízes e fios. pares e ímpares.
Graus de perfeição. demônios e deuses.
O caçador mais solitário, punhos nos bolsos.
Espera e distâncias, pistões e foguetes.
Sem volta. tardes negras e noites vermelhas.
Perdido em pensamentos e pego pelos faróis.
Rumo ao desconhecido, é melhor eu chegar.
Não consigo dizer se estou morto ou vivo.
Sou um fugitivo...
Composição: Joelle Phuong Minh Le / Rich Terfry / Richard Terfry