Descalço
Billyouchan
Sou a reencarnação da poesia
Vazias mentes, mentes tão bem
Pra disfarçar verdades nulas
Que habitam o consciente
Nem sente
Sentimentos de vergonha
Ao mentir, então suponha
Que não é eu que vou mudar
O seu modo de pensar
Ou de agir sobre si
Tudo que envolve sua essência
Não é transparência, então me diz?
Alguma coisa, sem dois lados
Só que tudo é relativo
Por isso minha moral morta no recinto
Te faz vivo
É a história da lenda do opaco
Não desafie crenças
A sua essência
Só presta se puxar saco
Prefiro compartilhar
Aquilo que vem do meu peito
Não de prints, sem sentido
É continência pra bandido
E eu tô fora de comando
Caído, sem medalhas
E moedas falsas
De quem diz ser Judas traído
Esconde faces como a Lua
Sangrento impasse
Jesus, eu apanhei
E não sei virar minha outra face
Eu tô na chuva, pois faço rap sereno
Andar com cobras me trouxe imunidade a venenos
Me fiz pequeno pra ser gigante
Alguns se crescem tanto na ignorância que ficam pequenos
É muito billy oceano prum nemo
Muitas ondas sonoras de punchs pra acabar com seu remo
Me sinto nas aventuras de Pi, único animal que temi
Era apenas uma versão de mim mesmo
Vesti sapato que não era meu, acabei descalço
Estragos, trago versos em um almaço
Sou um político honesto buscando espaço
Pois frases verdadeiras ecoam em cadafalso



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