Les Bancs Publics
Rien ne vaut les nocturnes
Des grandes surfaces
L'ombre portée
De la voisine d'en face
Meme si en fait
Elle est moins bien de près
Rien de vaut l'envie
De s'enfuir à jamais
De ce carcan,
De cette vie,
De cette femme
Quand les enfants le samedi font leurs gammes
Je parle tout bas,
Je parle tout bas tout le temps
Même s'il n'y a personne,
Dans ma vie sur mon banc
Les bancs publics
Son ma sphère privée
De jardins privatifs
A jamais je suis privé
Les bancs publics
Et le monde à mes pieds
Aucun impératif
En territoires occupés
Rien de vaut le désir
De refaire sa vie
Comme dans le film
Qu'on regarde le samedi
Quand par bonheur
Les enfants sont couchés
Toi tu t'endors
Devant la tv
Rien de vaut le plaisir
D'une vie monotone
C'es toujours la meme chanson
Qu'on fredonne
Je rêve de ca
Je rêve de ca tout le temps
Comme je suis seul
Dans ce vieil impair blanc
Les bancs publics
Son ma sphère privé
De jardins privatifs
A jamais je suis privé
Les bancs publics
Et le monde à mes pieds
Aucun impératif
En territoires occupés
Os Bancos Públicos
Nada se compara às noites
Dos grandes supermercados
A sombra projetada
Da vizinha da frente
Mesmo que na real
Ela não seja tão boa assim
Nada se compara ao desejo
De fugir pra sempre
Dessa prisão,
Dessa vida,
Dessa mulher
Quando as crianças no sábado fazem suas escalas
Eu falo bem baixo,
Eu falo bem baixo o tempo todo
Mesmo que não tenha ninguém,
Na minha vida no meu banco
Os bancos públicos
São minha esfera privada
De jardins particulares
Pra sempre eu estou privado
Os bancos públicos
E o mundo aos meus pés
Nenhum imperativo
Em territórios ocupados
Nada se compara ao desejo
De recomeçar a vida
Como no filme
Que assistimos no sábado
Quando por sorte
As crianças estão deitadas
Você adormece
Na frente da TV
Nada se compara ao prazer
De uma vida monótona
É sempre a mesma canção
Que a gente canta
Eu sonho com isso
Eu sonho com isso o tempo todo
Como estou sozinho
Nesse velho paletó branco
Os bancos públicos
São minha esfera privada
De jardins particulares
Pra sempre eu estou privado
Os bancos públicos
E o mundo aos meus pés
Nenhum imperativo
Em territórios ocupados