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Sem Mirar em Ninguém

Benjamin Biolay

Sans Viser Personne

Il n'y a pas d'amour, il n'y a que des illusions
Il n'y a pas deux ciels, il n'y a qu'un seul horizon
Il n'y a pas de larmes, il n'y a que des sanglots longs
Sans viser personne

Il n'y a plus d'osmose, plus personne au diapason
Il n'y a plus de cosmos au dessus de nos balcons
Il n'y a que des fosses, plus que des dalles de béton
Sans viser personne

{Refrain:}
Déçu de vous, déçu de nous
Je ne crois plus en rien du tout

Y a plus d'Absolut, y a que de l'herbe de bison
Il n'y a plus de brute au grand cœur sous le blouson
Il n'y a plus de putes, il ne reste que les visons
Sans viser personne

Il n'y a plus d'ensemble, il n'y a que des divisions
Sous le ciel qui flambe au pays du roi des cons
Il n'y a plus d'été, il n'y a plus de belles saisons
Sans viser personne

{au Refrain}

Il n'y a plus de gauche, il n'y a que des moribonds
Il n'y a plus d'ébauche, plus que de vilains brouillons
Il n'y a plus de chance, il n'y a que des décisions
Sans viser personne

Y a plus de phalanges, y a plus que des hommes-tronc
Plus de baie des Anges mais des tronçons, des tronçons
Sous le ciel orange, au pays du roi des cons
Sans viser personne

{au Refrain, x2}

Sem Mirar em Ninguém

Não há amor, só ilusões
Não há dois céus, só um horizonte
Não há lágrimas, só soluços longos
Sem mirar em ninguém

Não há mais osmose, ninguém em sintonia
Não há mais cosmos acima das nossas varandas
Só há fossas, só lajes de concreto
Sem mirar em ninguém

{Refrão:}
Decepcionado com vocês, decepcionado com nós
Não acredito mais em nada, de jeito nenhum

Não há mais Absolut, só erva de bisão
Não há mais brutamontes de coração grande sob o casaco
Não há mais prostitutas, só restaram os visons
Sem mirar em ninguém

Não há mais conjunto, só divisões
Sob o céu que arde no país do rei dos idiotas
Não há mais verão, não há mais belas estações
Sem mirar em ninguém

{no Refrão}

Não há mais esquerda, só moribundos
Não há mais esboços, só rascunhos feios
Não há mais sorte, só decisões
Sem mirar em ninguém

Não há mais falanges, só homens-tronco
Não há mais Baía dos Anjos, só pedaços, pedaços
Sob o céu laranja, no país do rei dos idiotas
Sem mirar em ninguém

{no Refrão, x2}

Composição: Benjamin Biolay / Pierre Jaconelli